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13.11.15

Aviso à navegação

O Agostinho Neto dizia que as mãos dele tinham carregado pedras para os alicerces do Mundo e que merecia o seu pedaço de pão. A minha mãe queixa-se que os alicerces do Mundo são muito fundos.
Eu acho que enquanto a muitos assobiam para o lado, alguns de nós (muito até) andamos a ajudar o Agostinho Neto na tarefa de alicerçar o Mundo, o Mundo que queremos. 
Outros, no entanto, fingindo cavar as fundações, aprofundam e alargam a vala comum em que pretendem enterrar as vidas de quase todos. A esses resta-me dizer que quanto mais funda cavarem a vala, mais forte e mais alta se erguerá a torre da nossa Vitória.

22.6.14

A Família dá imenso jeito

A família dá imenso jeito e os bebés também.
Isto é, durante a campanha eleitoral para se ser filmado a beijar criancinhas que, coitadinhas, ainda não têm voto na matéria e são chegadas às beiças de um qualquer Passos Coelho, Paulo Portas ou António José Seguro de serviço.
A família dá imenso jeito e os bebés e o quanto precisamos de bebés para querer mandar no corpo das mulheres que é delas e com o qual têm que ter o direito de fazer o que bem entenderem. E, ai Jesus! Abortar,... isso é pecado! Cruzes, credo! Deus nos livre! (passe por aqui menina que o doutor vai já atendê-la por causa do desmancho)
A família dá montes de jeito quando o filho de 30 anos não tem emprego e vive com os pais que, por enquanto e só por enquanto, ainda têm.
É a tal rede de suporte e fica tão bem encher a boca quando se diz "Família" que até sabemos que foi com letra maiúscula e tudo.

Mas quando é para fazer com que as mães possam ser mais mães e os pais possam ser mais pais; quando é para efectivamente podermos ter a família a que temos direito aí a família já não dá tanto jeito.
Se calhar quando estão em cima da mesa propostas para como:
- o reforço do abono de família,
- o aumento da protecção às trabalhadoras grávidas, puérperas e lactantes,
- o pagamento de 100% da remuneração de referência durante a licença de parentalidade

a baixa natalidade já não é um problema assim tão grande. Se calhar a família até é um bocado impecilho.

Claro que as propostas foram do PCP e do PEV e claro que os partidos da maioria tencionam chumbá-las.

E tu? Em quem achas agora que devias ter votado?
Vê lá se te lembras disso nas próximas legislativas!

Governo RUA!

21.5.14

Quando o que se devia discutir era Portugal e a UE


Enquanto se devia discutir Portugal e a UE e Portugal na UE e talvez a UE em Portugal:

Um chama vírus ao outro
O outro chama nazi ao um

E estamos nisto nas notícias.
Eu percebo que tanto a coligação PPD-PSD/CDS-PP como o PS tenham pouca vontade de discutir o que tem sido a UE para Portugal.
O que tem significado fazermos parte do "projecto europeu" e da moeda única.
Deve ser complicado durante a campanha eleitoral admitir que as políticas que qualquer destes partidos e todos estes partidos têm apoiado e promovido no Parlamento Europeu destruiram o nosso aparelho produtivo. Nas mais diversas vertentes a produção nacional perdeu com a UE: na agricultura, nas pescas, na indústria.
Acho bastante natural que se envergonhem de que por sua causa importemos 80% do peixe que comemos. Nós, povo virado para o mar! Mas infelizmente tenho a impressão de que não se envergonham, só sabem é que essa informação não ganha votos.
A saída da crise também é melhor apresentada se se publicitarem as apreciações favoráveis de estrangeiros orgulhosos, em vez dos números do desemprego com que o "resgate financeiro" nos presenteou. Esses mesmos estrangeiros orgulhosos que lucram com os lucros dos bancos que compram dívida, diz que pública e a quem não dói nunca o desemprego de centenas de milhar de pessoas. E natural que não doa, afinal se não tiverem dinheiro para comprar sapatos de fabrico nacional compram dos feitos na China, na empresa de que estes estrangeiros orgulhosos também são accionistas.

Entretanto a CDU, que nunca traiu o Povo e o País, propõe alternativas, mas isso parece pouco importante para os jornais do nosso país.

Cooperação entre Estados iguais em direitos, defesa da Democracia e da soberania

Solidariedade e cooperação. Defesa do direito ao desenvolvimento económico

Defesa do Emprego. Pelo progresso e a justiça social

Promoção da cultura e língua portuguesas

Defesa do ambiente e salvaguarda dos recursos naturais

Paz, amizade e solidariedade com todos os povos do mundo

Dia 25 Vota CDU!


7.5.14

Chama-lhe "espírito cosmopolita" chama



Segundo notícia do DN Passos Coelho foi passear ao Museu dos Descobrimentos.

Deixo por agora de parte justificadas considerações sobre o facto de chamarmos "Descobrimentos" ao período de tempo que os Povos que "descobrimos" chamam "Colónia".

Prefiro concentrar-me numa ideia que o Primeiro Ministro expressou:

"O primeiro-ministro português disse que Portugal precisa ainda de atrair mais turistas, reencontrar o "espírito cosmopolita" que levou os portugueses aos quatro cantos do mundo"

Claramente o chefe do governo desconhece os discos do Fausto sobre a expansão marítima. Ou mesmo o Auto da Pimenta (Rui Veloso/Carlos Tê). Se conhecesse já teria descoberto que não foi "espírito cosmopolita", não!

Foi Fome, mesmo!

E dessa motivação já temos bem mais do que suficiente no nosso País! É o que continua a provocar a sangria de gente que todos os dias se despede da família e dos amigos. E aí Pedro Passos Coelho e seus companheiros algozes (leia-se PPD-PSD, PS e CDS-PP todinhos sem excepção, Manuel Alegre incluído) têm muitas, senão todas as culpas no cartório!

Dia 25 Vota CDU!


29.5.11

Trabalhinho, muito trabalhinho para fazer

Não é que tenha andado longe daqui. Até cá tenho passado várias vezes, mas entre trabalho, campanha, luta (não que a nossa campanha não seja também ela luta) e associativismo, não me tem sobrado tempo para mais do que visitas de médico. Lá vou visitando os blogs amigos, lendo coisinhas interesantes, umas bonitas outras revoltantes; umas mais cínicas que puxam o cantinho do lábio naquele sorriso assimétrico meio torcido, outras mais directas e pedagógicas, mas quase sempre sem tempo para comentar.

Mas agora arranjei um bocadinho para escrever aqui para a Eira e posso enfim contar-vos que em Coimbr se pintaram as Escadas Monumentais (historicamente pintadas por diverssíssimas pessoas e organizações que as tentaram fazer mais nossas e menos salazarentas). Escadas que ficaram (e isto também será uma questão de gosto, mas enfim) claramente mais bonitas (até porque pintadas com brio além de tinta de água). Ficaram profundamente reivindicativas como poderão constatar aqui, porque não é só um apelo ao voto na CDU o que lá se pintou. É a denúncia, a exigência, enfim, a demonstração clara de que Portugal precisa urgentemente de uma política de esquerda, precisa de quem vote na CDU.



Posso contar que no círculo de Coimbra ninguém precisa de ter amargos de boca depois das eleições porque o Manuel Rocha, cabeça de lista da CDU não desilude, como se observa facilmente ao ouvir as suas intervenções políticas e poderá confirmar qualquer pessoa que o conheça.



Posso contar que, apesar das provocações de indivíduos mal-intencionados (e alguns diminuídos mentais também) filiados nas juventudes partidárias da triste e subserviente troika nacional o concerto e o comício de dia 24 de Maio correram bem.



Sobre isto, cabe sobretudo frisar o enorme civismo demonstrado pelos apoiantes da CDU presentes no comício, que perante provocações claramente com a intenção de levar a cenas de pancadaria por parte dos defensores do "bota-abaixo" da alta de Coimbra, mantiveram a calma e organizaram um cordão de segurança para evitar problemas maiores. Substituiram mesmo a polícia que chamada pela CDU não compareceu ao local de boicote de um acto de campanha eleitoral, na manutenção da ordem e da tranquilidade.







Mas isto é tudo coisas que já foram e importa o que está para vir. E o que está para vir é uma semana de campanha, de distribuições, de contactos, de conversas. Sobretudo de conversas, porque o papel é a desculpa para entabular a conversa. E sacudir as pessoas desse amodorramento, dessa depressão que se lhes colou à pele. Dessa pegajozice que prende o pensamento de tanta gente e a leva a pensar que as coisas não podem mudar, que "sempre foi assim" que "sempre houve ricos e pobres", "oh menina, e a gente lá pode fazer alguma coisa?! Eles é que mandam na gente!".
É preciso convencê-las "que somos um rio que vai dar onde quiser", "que somos um mar que nunca mais tem fronteiras e havemos de navegar de muitíssimas maneiras".

É preciso convencê-las a levar a luta até ao voto!


Agora CDU!