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13.11.15

Aviso à navegação

O Agostinho Neto dizia que as mãos dele tinham carregado pedras para os alicerces do Mundo e que merecia o seu pedaço de pão. A minha mãe queixa-se que os alicerces do Mundo são muito fundos.
Eu acho que enquanto a muitos assobiam para o lado, alguns de nós (muito até) andamos a ajudar o Agostinho Neto na tarefa de alicerçar o Mundo, o Mundo que queremos. 
Outros, no entanto, fingindo cavar as fundações, aprofundam e alargam a vala comum em que pretendem enterrar as vidas de quase todos. A esses resta-me dizer que quanto mais funda cavarem a vala, mais forte e mais alta se erguerá a torre da nossa Vitória.

22.6.14

A Família dá imenso jeito

A família dá imenso jeito e os bebés também.
Isto é, durante a campanha eleitoral para se ser filmado a beijar criancinhas que, coitadinhas, ainda não têm voto na matéria e são chegadas às beiças de um qualquer Passos Coelho, Paulo Portas ou António José Seguro de serviço.
A família dá imenso jeito e os bebés e o quanto precisamos de bebés para querer mandar no corpo das mulheres que é delas e com o qual têm que ter o direito de fazer o que bem entenderem. E, ai Jesus! Abortar,... isso é pecado! Cruzes, credo! Deus nos livre! (passe por aqui menina que o doutor vai já atendê-la por causa do desmancho)
A família dá montes de jeito quando o filho de 30 anos não tem emprego e vive com os pais que, por enquanto e só por enquanto, ainda têm.
É a tal rede de suporte e fica tão bem encher a boca quando se diz "Família" que até sabemos que foi com letra maiúscula e tudo.

Mas quando é para fazer com que as mães possam ser mais mães e os pais possam ser mais pais; quando é para efectivamente podermos ter a família a que temos direito aí a família já não dá tanto jeito.
Se calhar quando estão em cima da mesa propostas para como:
- o reforço do abono de família,
- o aumento da protecção às trabalhadoras grávidas, puérperas e lactantes,
- o pagamento de 100% da remuneração de referência durante a licença de parentalidade

a baixa natalidade já não é um problema assim tão grande. Se calhar a família até é um bocado impecilho.

Claro que as propostas foram do PCP e do PEV e claro que os partidos da maioria tencionam chumbá-las.

E tu? Em quem achas agora que devias ter votado?
Vê lá se te lembras disso nas próximas legislativas!

Governo RUA!

21.5.14

O JN noticiou

O que eu já ando a dizer há uns anos


"Especialistas da Universidade de Coimbra defendem que a quebra da natalidade se deve a obstáculos económicos, rejeitando "o mito" de uma crise da família e da "questão motivacional".É a crise económica e a falta de dinheiro que mais pesam na decisão de não ter filhos."

Olha que grande novidade!

Sabem quem é que tem andado a apresentar propostas que valorizam o trabalho, os salários e a vida familiar? O PCP e o PEV.
Sabem quem tem votado sistematicamente contra o abaixamento dos salários, contra a nova lei das rendas, pela gratuitidade do ensino e da saúde? O PCP e o PEV.
Sabem quem tem lutado e apresentado propostas com vista ao desenvolvimento da produção nacional, do emprego e da soberania do nosso Povo e do nosso País? O PCP e o PEV.

Nem é preciso escolher entre os dois, concorrem coligados às eleições para o Parlamento Europeu do próximo Domingo. Já viram que sorte?!

Dia 25 de Maio vota CDU!



24.4.14

Nos 40 anos do 25 de Abril

João Abel Manta

40 anos é muito tempo! A Revolução fazer 40 anos quer dizer que metade da população não a viveu e não sabe, senão por relatos, o que ela significou. Claro que também quer dizer que metade da população viveu a Revolução e o fascismo antes dela, mesmo que muitos fossem muito novos para saberem bem o que era isso de fascismo. Sobretudo num tempo em que era proíbido falar dessas coisas a não ser que fosse para dar vivas.
Mas os que eram novinhos lembrar-se-ão, pelo menos da escola onde ao bom aluno se ordenava que desse as reguadas ao mau aluno, outros lembrar-se-ão de não terem escola. de andarem descalços e mal vestidos.

E aposto que também deram conta da mudança que foi a Escola de Abril, o Serviço Nacional de Saúde, a Segurança Social, o Salário Mínimo Nacional, o direito ao trabalho. O reconhecimento do direito à Dignidade, enfim.
João Abel Manta


Eu nasci 10 anos depois do 25 de Abril. Tive excelentes cuidados de saúde, bons estudos na escola pública, fui bem alimentada... Resumindo, tive direito ao que as crianças e os jovens devem ter direito para se tornarem adultos úteis à sociedade. Tudo isto em boa medida graças ao 25 de Abril e ao 5º Governo Provisório.


Eu, que nasci tarde demais para ver o Golpe de Estado e o PREC, ainda vivi a Revolução, tive direito aos seus frutos.

Como neste Mundo a auto-determinação parece ser um crime punível pelo Direito Internacional vou deixando de viver a Revolução. Todos os dias se perde um bocadinho, o 25 de Novembro do Vasco Lourenço (e outros ilustres da nossa sociedade) é como aqueles medicamentos de acção prolongada, vai fazendo efeito ao longo do tempo. Foram as taxas moderadoras na Saúde, a Lei Barreto e o fim da Reforma Agrária, as propinas na Educação, os cortes nos salários e nas pensões, o aumento do horário de trabaho, o quadro de excedentes, a mobilidade especial, os falsos recibos verdes, as bolsas em vez de contratos na Ciência e tantas outras coisas. A Soberania que conquistámos e afirmámos no 25 de Abril de 74 penhorámo-la quando entrámos CEE e depois para o Euro e vendêmo-la finalmente à Troika.

Este aniversário de Abril é o mais estranho que presenciei.
Nos 40 anos do 25 de Abril (data redondinha) o capital e respectivos serviçais, geralmente tão bons a ignorá-lo decidiram pô-lo a render. E é ver o Público a vender os livros proíbidos do fascismo, a
Visão com suplementos especiais (e só bons autores, nada suspeitos!), a RTP com programas sobre os retornados (coitadinhos dos retornados, sempre!), enfim... É um rol de vampiros (como os do Zeca) a sugarem a seiva do pobre cravo.
É caso para dizer que "Cravo vermelho ao peito a muitos fica bem"!

Por isso é tão importante celebrar Abril!
Não é por saudosismo, não é nostalgia, não! É necessidade e direito!
Para mostrarmos a quem nos rouba que não aceitamos ser roubados!

Porque somos um Povo de Abril e que o havemos de fazer de novo!


Ouvi banqueiros fascistas 
agiotas do lazer 
latifundiários machistas 
balofos verbos de encher 
e outras coisas em istas 
que não cabe dizer aqui 
que aos capitães progressistas 
o povo deu o poder! 
E se esse poder um dia 
o quiser roubar alguém 
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe! 
Volta à barriga da terra 
que em boa hora o pariu 
agora ninguém mais cerra 

as portas que Abril abriu!

in As portas que Abril abriu
JCAry dos Santos



P.S.:E aí que tenha cuidado esse bando de pulhas que nos tem desgovernado, que vai ser a doer!


4.3.14

Uma alegria fugaz

Quando vejo as notícias sobre o Carnaval por esse Brasil afora e algumas festividades do Entrudo cá em Portugal lembro-me sempre de uma canção do Chico Buarque: Vai Passar.


E lembro-me daquela passagem em particular que diz:

"E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval"

Pois é, mas por cá os trabalhadores da administração pública e uma boa parte dos trabalhadores do sector privado não tiveram direito a essa "alegria fugaz".
Quando, há dois anos, nos tiraram a tolerância de ponto, eu que trabalho sem vínculo juridico-laboral, fiz questão de ir disfarçada e hoje fui outra vez
É uma tradição de origens e presença mais antigas que o Natal, no nosso país e não tem direito a feriado, nem tolerância de ponto.

O PCPapresentou um projecto de lei pela reposição dos feriados roubados e estabelecendo como feriado nacional a Terça-feira de Carnaval. O PCP porque é, claramente, o partido do Povo, no trabalho, no lazer, na inovação e renovação e nno respeito pelas nossas raízes.

Para que fique claro, o Entrudo é a melhor festa do ano!

11.6.12

A felicidade

Ao pegar em livros para emprestar tenho sempre a "necessidade" de ir rever as pasagem que assinalei. Hoje encontrei esta:

"Que ninguém tenha vergonha de ser feliz. Além do mais porque a felicidade do ser humano é um dos objectivos da luta dos comunistas."
in O Partido com Paredes de Vidro, Álvaro Cunhal

23.11.11

Pessoas bonitas # 9

Hoje a pessoa bonita é cá de Coimbra:


Alberto Vilaça nasceu em Coimbra em 1929 onde estudou Direito e exerceu a profissão de advogado.


Fez parte do Conselho Cultural da Associação Académica de Coimbra (1949-50) e da Direcção Geral da mesma (1950-51).

Desenvolveu uma intensa actividade anti-fascista tendo aderido ao PCP em 1949. Foi presidente da Mesa da Assembleia Geral do Ateneu de Coimbra (1952-55 e 1967-71); pertenceu às ccomissões centrais do MUD Juvenil e do MND assim como à Comissão Nacional do III Congresso da Oposição Democrática.
Foi preso seis vezes pela PIDE.

Após o 25 de Abril, presidiu à Junta Distrital de Coimbra (1974-75) e fez parte da Assembleia Municipal desta cidade (1978-79 e 1983-89).

Integrou a Comissão de Toponímia da Câmara Municipal de Coimbra e foi condecorado com o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio.

Publicou vários livros pertenceu ainda aos conselhos de redacção das revistas "Via Latina" e "Vértice" e foi sócio fundador da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo.

Aqui podeis ler a intervenção de António Pedro Pita, à data Director Regional da Cultura do Centro, a 8 de Novembro de 2008, numa homenagem, realizada no âmbito do I Encontro Nacional da Toponímia, em Coimbra.

Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
É já amanhã!

22.11.11

Pessoas bonitas # 8

Hoje vem cá à Eira Soeiro Pereira Gomes.



Nasceu em 1909 na aldeia de Gestaçô, concelho de Baião (Douro), de uma família de pequenos agricultores. Aprende a ler com o pai ainda antes da escola primária. Tira o curso de regente na Escola Agrária de Coimbra e parte para Angola em 1930 de onde regressa insatisfeito em 1931. Nesse ano casa com Manuela Câncio Reis, fixa residência em Alhandra e emprega-se no escritório da fábrica Cimento Tejo.
No final dos anos 30 adere ao PCP e participa activamente na actividade do PCP no Baixo Ribatejo.

Soeiro Pereira Gomes foi pioneiro do movimento neo-realista, colaborou nos jornais Sol Nascente e O Diabo, organizou cursos de ginástica para os operários da Cimento Tejo, ajudou a criar bibliotecas populares em sociedades recreativas e uma piscina para o povo de Alhandra onde se formou Baptista Pereira (grande nadador, comunista e inspiração para a personagem Ginêto dos Esteiros).

Com Alves Redol e Dias Lourenço promoveu excursões de fragata no Tejo, onde se estabelecia contacto político fora da vista do regime fascista.
Entre 1940 e 1942 participa na re-organização do PCP e integra o Comité Regional do Ribatejo com Dias Lourenço e Carlos Pato.
Em 1941 a editora Sirius publica Esteiros com ilustrações de Álvaro Cunhal, de que diz Soeiro Pereira Gomes "Para os filhos dos homens que nunca foram meninos, escrevi este livro".

Pela janela aberta da moradia de Soeiro Pereira Gomes ouviam-se as notícias da rádio sintonizada na BBC (proíbida nos cafés) para dar a conhecer a evolução da II Guerra Mundial através das notícas de Londres em Português.
É obrigado a mergulhar na clandestinidade na sequência das greves de 8 e 9 de Maio de 1944, ano em que escrevia Engrenagem que nunca chegou a terminar.
É eleito para o Comité Central do PCP no IV Congresso na Lousã em Julho de 1946, é destacado para o Sector de Lisboa e torna-se membro da Comissão Executiva do Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista (MUNAF) e acompanha a actividade dos camaradas que actuam no Movimento de Unidade Democrática (MUD).
Participa ainda na campanha presidencial de Norton de Matos em 1949 mas uma doença grave destroi-lhe a resistência física, vindo a morrer em Lisboa a 5 de Dezembro do mesmo ano.

Soeiro Pereira Gomes dá nome ao centro de trabalho do PCP situado na rua com o mesmo nome em Lisboa. Para ler sobre ele textos de quem muito melhor escreve do que eu clicar aqui.

Demorei muito a começar a ler Soeiro Pereira Gomes mas recomendo vivamente.
Ao ver as datas dos contos que compõem Contos Vermelhos pensei "Ainda faltava tanto!"
O Soeiro Pereira Gomes não chegou lá (à liberdade, claro) mas deu um grande contributo para que nós (todos, sem olhar a quem) pudéssemos chegar. É claramente uma "pessoa bonita", excelente companhia para as que já cá vieram fazer visita antes.

Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!

14.7.11

Claro como água

O tempo de antena do PCP de 14 de Julho de 2011

22.3.11

Os interesses do PCP

Ontem à noite ouvi alguém dizer que os interesses partidários estavam a ser postos à frente dos interesses do país e que  por isso é que estávamos em crise política.

Nessas alturas eu fico mesmo contente por fazer parte de um Partido cujos interesses, não são (como nunca foram) senão os do nosso país. Dá uma superioridade moral impressionante!


"Tomar partido é ter inteligência

é sabermos em alma e consciência

que o Partido que temos é melhor."


in Tomar Partido
-J.C. Ary dos Santos

15.3.11

As responsabilidaes dos partidos

José Sócrates diz que todos os Partidos têm que assumir as suas responsabilidades.

Que não se preocupe nada, estou certa que o PCP assumirá as responsabilidades que são suas.
Aquelas que sempre assumiu para com o nosso Povo.

11.3.11

PCP na Assembleia da República



Excelente intervenção do deputado do PCP  Bernardino Soares na AR.

No 11 de Março a


Nota da Comissão Política do Comité Central do PCP
Sobre a tentativa de golpe do 11 de Março

11 de Março de 1975


1. Uma vez mais, no dia 11 de Março de 1975, a reacção tentou um golpe, conseguindo desta vez lançar um ataque de forças armadas aéreas e terrestres contra uma grande unidade militar, o Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1, além de outras acções militares de menor envergadura.
A tentativa de golpe falhou graças à pronta e decisiva acção do Movimento das Forças Armadas e à gigantesca mobilização popular que, em poucas horas, de norte a sul do País paralisou quaisquer iniciativas fascistas e deu poderoso apoio às Forças Armadas.
Trata-se de mais uma grande vitória do Povo português sobre aqueles que querem liquidar as liberdades e fazer regressar Portugal ao passado fascista. As grandes manifestações populares que hoje mesmo tiveram lugar por toda a parte testemunham a consciência que tem o Povo português de que, com esta nova derrota da reacção, se podem dar novos passos em frente para a construção de um Portugal democrático.

2. Não há ainda informações bastantes que permitam fazer uma ideia exacta do âmbito da conspiração e de todos os elementos conluiados. Uma coisa é certa: esta nova tentativa de golpe contra-revolucionário deve-se, em parte, à insuficiência do aparelho de segurança e à excessiva complacência com que, desde o 25 de Abril, têm sido tratados os conspiradores.
Tal complacência não pode, desta vez, repetir-se. O Povo português pretende construir a democracia, sem a incerteza e a intranquilidade que resultam da impunidade das actividades contra-revolucionárias.
É necessário que desta vez sejam apuradas responsabilidades e os conspiradores sejam severamente punidos.

3. Muitas lições haverá a tirar dos acontecimentos, tanto do dia de hoje como das últimas semanas. O PCP preveniu e insistiu em que a campanha anticomunista, o acréscimo da sabotagem económica, a vaga de calúnias, violências e provocações, os golpes de mão em escolas, sindicatos e autarquias, a agudização artificial de conflitos sociais, a tentativa de paralisar pela greve sectores importantes da vida económica, se inseriam num processo de deterioração da situação social e política, preparando terreno para um golpe reaccionário. Os factos aí estão para comprovar a razão da advertência.
O prosseguimento destes factores da deterioração da situação só podem diminuir gravemente a vitória sobre a reacção como podem criar no imediato novas dificuldades ao processo democrático.
O PCP condena firmemente certas violências e destruições anárquicas que, hoje, 11 de Março, praticadas à sombra da luta contra a reacção, só à reacção podem servir.
O PCP pronuncia-se firmemente pelo respeito da ordem democrática e pela adopção de firmes medidas contra aqueles que, desrespeitando-a, põem em perigo a própria democracia.

4. A contra-revolução tem encontrado terreno particularmente favorável para o próprio desenvolvimento em certas contradições, hesitações e debilidades na política do Governo e no funcionamento de departamentos aos quais cabe a sua aplicação.
Para a construção de um Portugal democrático é indispensável o apoio firme e dedicado do Povo português à situação democrática e o seu trabalho entusiástico e criador. Isto só pode ser alcançado desde que haja uma resposta aos grandes problemas que tocam as massas populares e que o Governo e a Administração, pela sua composição e capacidade operativa, estejam em condições de pôr em prática a sua própria política.
A derrota da reacção no 11 de Março, para que dela saia verdadeiramente reforçada a situação democrática, exige que se dê um decisivo impulso progressista à política portuguesa.
Os factos impõem, no imediato: 
1) a responsabilização e o castigo exemplar dos conspiradores da tentativa do golpe do 11 de Março; 
2) um mais profundo saneamento em todo o aparelho do Estado, civil e militar; 
3) a reorganização das forças militarizadas; 
4) um decisivo impulso à política antimonopolista e antilatifundista; 
5) medidas imediatas para contenção dos preços e para actualização de salários.
A reacção não se vence apenas com medidas de contenção, mas também com medidas económicas e sociais.

5. O dia 11 de Março evidenciou uma vez mais que o principal inimigo dos portugueses é a reacção.
Para o sucesso na luta contra a reacção e pela construção de um Portugal democrático, é indispensável o isolamento de actuações divisionistas e desagregadoras e o reforço da comunidade das forças populares em todos os sectores, da unidade dos trabalhadores, da unidade das forças democráticas, assim como o reforço da aliança do movimento popular com o Movimento das Forças Armadas.
Pelas lições que o 11 de Março comporta, o momento é particularmente favorável ao reforço dessa unidade e dessa aliança.
O PCP tudo fará para que este objectivo seja alcançado.

6. A tentativa de golpe do 11 de Março foi derrotada. Mas não é de crer que a conspiração abrangesse apenas os responsáveis já conhecidos. Alguma coisa falhou no plano, e isso significa que houve conjurados que, por qualquer razão, não entraram em acção.
A reacção tem ainda força e possibilidades. É necessário manter bem viva e actuante a vigilância popular, ao lado do Movimento das Forças Armadas, para impedir qualquer surpresa.

(o negrito é meu)

6.4.10

Para ver

até ao fim de Maio, a exposição

"... Cada fio de vontade são dois braços... e cada braço uma alavanca...: Jornais manuscritos na prisão (1934-1945)"

no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

É uma exposição composta de exemplares de jornais comunistas manuscritos nas prisões do Aljube, Penitenciária de Lisboa, Peniche, Angra do Heroísmo e Tarrafal.

É, como referiu Jerónimo de Sousa "um acontecimento cultural relevante e uma inegável contribuição para um melhor e maior conhecimento dessa negra e trágica realidade que foi a ditadura fascista em Portugal, realidade cada vez mais branqueada e mesmo remetida ao esquecimento" (notícia na página do PCP aqui) .

Anúncio sobre a exposição na página do Ministério da Cultura e com ligação para o arquivo aqui.

Breve mostra de exemplares comentados no Público aqui.

Estes exemplares mostram um cuidado com a transparência, com o observar de regras, com a necessidade de formação política e ideológica e com a actualização sobre a situação política exterior incrível. Mas não só. São também espelho de preocupação estética, de perfeccionismo e excelência gráfica admiráveis (sobretudo tendo em conta que eram manuscritos e clandestinos).

Enfim, são prova inequívoca do brio que os comunistas põem no seu trabalho.

6.3.10

89 anos de Partido Comunista Português



Pareceu-me que ninguém o descreve melhor que o Ary!

Estatutos do PCP aqui.

Resolução política do XVIII Congresso do PCP aqui.

8.12.09

No Público de hoje

"PCP pede ao Governo ruptura com comércio de emissões"

(Para ir directo à fonte aqui)


07.12.2009
Lusa

"O PCP alertou hoje para o que disse ser a “privatização da atmosfera” que afirma estar a ser preparada na cimeira de Copenhaga, exortando o governo português a assumir uma ruptura com o actual modelo naquele encontro mundial.

Para os comunistas, o que estará em cima da mesa na conferência de Copenhaga será “um aprofundamento” dos mecanismos previstos no protocolo de Quioto, “mercantilizando o ambiente e colocando a capacidade da Terra de reciclar carbono nas mãos das mesmas corporações que estão a delapidar recursos e a degradar o ambiente”, apontou Vladimiro Vale, da Comissão Política do Comité Central, em conferência de imprensa na sede do PCP.

Em causa está, proseguiu, uma “política de privatização da atmosfera e de transferência de custos e responsabilidades para os povos do mundo”.

O PCP concorda com a limitação das emissões de gases, mas condena a “especulação e a transferência de custos”.

“O essencial é não existir a possibilidade de transacção do direito a poluir. Obviamente isso significará a especulação e a concentração dessa capacidade de poluir num determinado conjunto de países, corporações ou empresas”, defendeu o deputado comunista Miguel Tiago, para quem está em causa uma “privatização encapotada da atmosfera”.

Para os comunistas, a criação do comércio do carbono visa “tornar-se numa máquina bilionária de geração de activos financeiros fictícios” ou no que dizem ser um “novo monstro financeiro”, que, a curto prazo, poderá representar um mercado de mais de 700 mil milhões de dólares.

O modelo de transferência de custos já provou que não funciona, acrescenta o PCP.

“Desde 2005, a União Europeia tem em funcionamento o chamado esquema europeu de transacções. A experiência mostra que não só não assegurou uma redução [de emissões de gases com efeitos de estufa], o que denota a sua ineficácia, como possibilitou um aumento das emissões, daí a sua perversidade”, exemplificou o eurodeputado comunista João Ferreira.

O PCP reclama que o governo português assuma “uma atitude que coloque a necessidade de uma ruptura com o actual paradigma de desenvolvimento, que sacrifica os recursos naturais e a força do trabalho humano à crescente acumulação do lucro e da riqueza produzida”.

Os comunistas acusam o governo PS de seguir uma política que mercantiliza o ambiente e desinveste na conservação da natureza, com medidas como a política de privatização da água e a colocação do ordenamento do território “sob a direcção de grupos económicos e de interesses privados”, referem.

O PCP defende a diminuição da dependência face aos combustíveis fósseis, através do aumento da eficiência energética, a protecção da produção local e redução da amplitude dos ciclos de produção e consumo, a travagem do comércio mundial e a protecção dos ecossistemas naturais."


1.8.09

A mesma saramaguice

Saramago escreveu:
"As memórias pessoais que se recusou a escrever talvez nos ajudassem a compreender melhor os fundamentos da raquítica árvore a cuja sombra se recolhem hoje os portugueses a ingerir os palavrosos farnéis com que julgam alimentar o espírito."

Claro que as memórias de Álvaro Cunhal seriam um documento interessantíssimo, mas se ele fosse um homem que escrevesse memórias, seguramente não seria o homem que faz com que fossem tão interessantes. Além do mais, deixou-nos um legado grande e rico de análises políticas, históricas e de conjuntura e, sinceramente, ao José Saramago faz falta ler alguns desses textos, muita falta.

Mas a esta frase muito mais provocatória que inocente (deixei de acreditar que as pessoas inteligentes metem a pata na poça inocentemente há muito tempo), quero deixar uma resposta emprestada muito anterior, de um grande mestre:



Cada vez seremos mais

Pela espora da opressão
pela carne maltratada
mantendo no coração
a esperança conquistada.

Por tanta sede de pão
que a água ficou vidrada
nos nossos olhos que estão
virados à madrugada.

Por sermos nós o Partido
Comunista e Português
por isso é que faz sentido
sermos mais de cada vez
Por estarmos sempre onde está
o povo trabalhador
pela diferença que há
entre o ódio e o amor.

Pela certeza que dá
o ferro que malha a dor
pelo aço da palavra
fúria fogo força flor
por este arado que lavra
um campo muito maior.

Por sermos nós a cantar
e a lutar em português
é que podemos gritar:
Somos mais de cada vez.

Por nós trazemos a boca
colada aos lábios do trigo
e por nunca acharmos pouca
a grande palavra amigo
é que a coragem nos toca
mesmo no auge do perigo
até que a voz fique rouca
e destrua o inimigo.

Por sermos nós a diferença
que torna os homens iguais
é que não há quem nos vença
cada vez seremos mais.

Por sermos nós a entrega
a mão que aperta outra mão
a ternura que nos chega
para parir um irmão.

Por sermos nós quem renega
o horror da solidão
por sermos nós quem se apega
ao suor do nosso chão
por sermos nós quem não cega
e vê mais clara a razão
é que somos o Partido
Comunista e Português
aonde só faz sentido
sermos mais de cada vez.

Quantos somos? Como somos?
novos e velhos: iguais.

Sendo o que nós sempre fomos
seremos cada vez mais!

Ary dos Santos