Eu acho que enquanto a muitos assobiam para o lado, alguns de nós (muito até) andamos a ajudar o Agostinho Neto na tarefa de alicerçar o Mundo, o Mundo que queremos.
Mostrando postagens com marcador PPD-PSD. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PPD-PSD. Mostrar todas as postagens
13.11.15
Aviso à navegação
O Agostinho Neto dizia que as mãos dele tinham carregado pedras para os alicerces do Mundo e que merecia o seu pedaço de pão. A minha mãe queixa-se que os alicerces do Mundo são muito fundos.
Eu acho que enquanto a muitos assobiam para o lado, alguns de nós (muito até) andamos a ajudar o Agostinho Neto na tarefa de alicerçar o Mundo, o Mundo que queremos.
Eu acho que enquanto a muitos assobiam para o lado, alguns de nós (muito até) andamos a ajudar o Agostinho Neto na tarefa de alicerçar o Mundo, o Mundo que queremos.
Outros, no entanto, fingindo cavar as fundações, aprofundam e alargam a vala comum em que pretendem enterrar as vidas de quase todos. A esses resta-me dizer que quanto mais funda cavarem a vala, mais forte e mais alta se erguerá a torre da nossa Vitória.
26.6.14
Com as garras de fora
O PPD-PSD apresentou uma proposta de revisão constitucional.
O JN diz que foram os deputados do PSD eleitos pelo círculo da Madeira, mas, para mim, o PPD-PSD é o PPD-PSD com ou sem Alberto João. É tudo farinha do mesmo saco ainda que mais ou menos grotesca.
O JN dá ênfase à vontade de extinção do Tribunal Constitucional expressa na proposta de revisão. É assim na linha de "como estorva acabamos com ele, corta-se o mal pela raíz e o problema fica resolvido".
Segundo Guilherme Silva que o TC se pronuncie sobre a constitucionalidade do Orçamento de Estado "não é edificante para a justiça constitucional".
Se isto fosse tudo já era mau demais, como as ameaças também são como as cerejas na mira do PPD-PSD também estão:
- O aumento do mandato da Presidência da República para 10 anos e a limitação a 1 mandato. Está bem que o Cavaco foi eleito segunda vez, mas eu pessoalmente gosto bastante de não passar uma década sem ser consultada sobre quem deve, ou não estar à frente do país!
- A redução do nº de deputado da Assembleia da República e da Assembleia Legislativa da Madeira, bem como a alteração do sistema eleitoral criando um círculo nacional e círculos uninominais. Pois é, quando os partidos pequenos e incómodos começão a ganhar força e mandatos é preciso tratar de travar o processo. Mas não julguem que isto fica assim!
- A extinção da Comissão Nacional de Eleições e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e a eliminação das comissões de moradores. Uma maravilha! Esfrangalhamos as estruturas de fiscalização e as de organização dos cidadãos também! Assim é que se constrói uma Democracia que mereça a letra maiúscula!
A acção destes sujeitos mostra bem como o PPD-PSD não representa os interesses do povo português.
Andam todos com as garras de fora, mas não julguem que vão sair impunes desta sujeira!
Costuma-se dizer, assim em jeito de praga, "a História vos julgará!" quando não se vê luz ao fundo do túnel mas se deseja muito que haja castigo.
Eu, que vejo por aí muito braços capazes e muitas cabeças pensantes (é só quererem), digo que ainda os julgará um tribunal por crimes de lesa-pátria. E bem mais cedo que tarde!
Etiquetas:
asco,
círculos uninominais,
constituição portuguesa,
CRP,
democracia,
fascistas,
PPD-PSD,
pulhas,
revisão constitucional,
sacanagem,
sujeira,
Vergonha
22.6.14
A Família dá imenso jeito
A família dá imenso jeito e os bebés também.
Isto é, durante a campanha eleitoral para se ser filmado a beijar criancinhas que, coitadinhas, ainda não têm voto na matéria e são chegadas às beiças de um qualquer Passos Coelho, Paulo Portas ou António José Seguro de serviço.
A família dá imenso jeito e os bebés e o quanto precisamos de bebés para querer mandar no corpo das mulheres que é delas e com o qual têm que ter o direito de fazer o que bem entenderem. E, ai Jesus! Abortar,... isso é pecado! Cruzes, credo! Deus nos livre! (passe por aqui menina que o doutor vai já atendê-la por causa do desmancho)
A família dá montes de jeito quando o filho de 30 anos não tem emprego e vive com os pais que, por enquanto e só por enquanto, ainda têm.
É a tal rede de suporte e fica tão bem encher a boca quando se diz "Família" que até sabemos que foi com letra maiúscula e tudo.
Mas quando é para fazer com que as mães possam ser mais mães e os pais possam ser mais pais; quando é para efectivamente podermos ter a família a que temos direito aí a família já não dá tanto jeito.
Se calhar quando estão em cima da mesa propostas para como:
- o reforço do abono de família,
- o aumento da protecção às trabalhadoras grávidas, puérperas e lactantes,
- o pagamento de 100% da remuneração de referência durante a licença de parentalidade
a baixa natalidade já não é um problema assim tão grande. Se calhar a família até é um bocado impecilho.
Claro que as propostas foram do PCP e do PEV e claro que os partidos da maioria tencionam chumbá-las.
E tu? Em quem achas agora que devias ter votado?
Vê lá se te lembras disso nas próximas legislativas!
Governo RUA!
Isto é, durante a campanha eleitoral para se ser filmado a beijar criancinhas que, coitadinhas, ainda não têm voto na matéria e são chegadas às beiças de um qualquer Passos Coelho, Paulo Portas ou António José Seguro de serviço.
A família dá imenso jeito e os bebés e o quanto precisamos de bebés para querer mandar no corpo das mulheres que é delas e com o qual têm que ter o direito de fazer o que bem entenderem. E, ai Jesus! Abortar,... isso é pecado! Cruzes, credo! Deus nos livre! (passe por aqui menina que o doutor vai já atendê-la por causa do desmancho)
A família dá montes de jeito quando o filho de 30 anos não tem emprego e vive com os pais que, por enquanto e só por enquanto, ainda têm.
É a tal rede de suporte e fica tão bem encher a boca quando se diz "Família" que até sabemos que foi com letra maiúscula e tudo.
Mas quando é para fazer com que as mães possam ser mais mães e os pais possam ser mais pais; quando é para efectivamente podermos ter a família a que temos direito aí a família já não dá tanto jeito.
Se calhar quando estão em cima da mesa propostas para como:
- o reforço do abono de família,
- o aumento da protecção às trabalhadoras grávidas, puérperas e lactantes,
- o pagamento de 100% da remuneração de referência durante a licença de parentalidade
a baixa natalidade já não é um problema assim tão grande. Se calhar a família até é um bocado impecilho.
Claro que as propostas foram do PCP e do PEV e claro que os partidos da maioria tencionam chumbá-las.
E tu? Em quem achas agora que devias ter votado?
Vê lá se te lembras disso nas próximas legislativas!
Governo RUA!
21.5.14
Quando o que se devia discutir era Portugal e a UE
Enquanto se devia discutir Portugal e a UE e Portugal na UE e talvez a UE em Portugal:
Um chama vírus ao outro
O outro chama nazi ao um
Eu percebo que tanto a coligação PPD-PSD/CDS-PP como o PS tenham pouca vontade de discutir o que tem sido a UE para Portugal.
O que tem significado fazermos parte do "projecto europeu" e da moeda única.
Deve ser complicado durante a campanha eleitoral admitir que as políticas que qualquer destes partidos e todos estes partidos têm apoiado e promovido no Parlamento Europeu destruiram o nosso aparelho produtivo. Nas mais diversas vertentes a produção nacional perdeu com a UE: na agricultura, nas pescas, na indústria.
Acho bastante natural que se envergonhem de que por sua causa importemos 80% do peixe que comemos. Nós, povo virado para o mar! Mas infelizmente tenho a impressão de que não se envergonham, só sabem é que essa informação não ganha votos.
A saída da crise também é melhor apresentada se se publicitarem as apreciações favoráveis de estrangeiros orgulhosos, em vez dos números do desemprego com que o "resgate financeiro" nos presenteou. Esses mesmos estrangeiros orgulhosos que lucram com os lucros dos bancos que compram dívida, diz que pública e a quem não dói nunca o desemprego de centenas de milhar de pessoas. E natural que não doa, afinal se não tiverem dinheiro para comprar sapatos de fabrico nacional compram dos feitos na China, na empresa de que estes estrangeiros orgulhosos também são accionistas.
Entretanto a CDU, que nunca traiu o Povo e o País, propõe alternativas, mas isso parece pouco importante para os jornais do nosso país.
Cooperação entre Estados iguais em direitos, defesa da Democracia e da soberania
Solidariedade e cooperação. Defesa do direito ao desenvolvimento económico
Defesa do Emprego. Pelo progresso e a justiça social
Promoção da cultura e língua portuguesas
Defesa do ambiente e salvaguarda dos recursos naturais
Paz, amizade e solidariedade com todos os povos do mundo
Dia 25 Vota CDU!
Etiquetas:
25 de Maio,
abril,
CDS-PP,
CDU,
Eleições parlamento europeu,
João Ferreira,
Manuel Alegre,
Paulo Rangel,
portugal,
PPD-PSD,
PS,
UE
7.5.14
Chama-lhe "espírito cosmopolita" chama
Segundo notícia do DN Passos Coelho foi passear ao Museu dos Descobrimentos.
Deixo por agora de parte justificadas considerações sobre o facto de chamarmos "Descobrimentos" ao período de tempo que os Povos que "descobrimos" chamam "Colónia".
Prefiro concentrar-me numa ideia que o Primeiro Ministro expressou:
"O primeiro-ministro português disse que Portugal precisa ainda de atrair mais turistas, reencontrar o "espírito cosmopolita" que levou os portugueses aos quatro cantos do mundo"
Claramente o chefe do governo desconhece os discos do Fausto sobre a expansão marítima. Ou mesmo o Auto da Pimenta (Rui Veloso/Carlos Tê). Se conhecesse já teria descoberto que não foi "espírito cosmopolita", não!
Foi Fome, mesmo!
E dessa motivação já temos bem mais do que suficiente no nosso País! É o que continua a provocar a sangria de gente que todos os dias se despede da família e dos amigos. E aí Pedro Passos Coelho e seus companheiros algozes (leia-se PPD-PSD, PS e CDS-PP todinhos sem excepção, Manuel Alegre incluído) têm muitas, senão todas as culpas no cartório!
Dia 25 Vota CDU!
Etiquetas:
canalhas,
CDS-PP,
CDU,
colónia,
Descobrimentos,
fausto,
passos coelho,
PPD-PSD,
PS
6.5.14
Nem surpresas nem sustos
De acordo com o DN:
"A ministra das Finanças garantiu hoje, em Bruxelas, que a carta de intenções para o Fundo Monetário Internacional (FMI), no quadro da conclusão do programa, "não tem surpresas nem sustos", sendo apenas um reafirmar de compromissos já conhecidos dos portugueses."
Pois não, não tem surpresas nem sustos. É só mais do inferno em que nos vêm transformando as vidas há vários anos!
Dia 25 Vota CDU!
24.4.14
Nos 40 anos do 25 de Abril
João Abel Manta
40 anos é muito tempo! A Revolução fazer 40 anos quer dizer que metade da população não a viveu e não sabe, senão por relatos, o que ela significou. Claro que também quer dizer que metade da população viveu a Revolução e o fascismo antes dela, mesmo que muitos fossem muito novos para saberem bem o que era isso de fascismo. Sobretudo num tempo em que era proíbido falar dessas coisas a não ser que fosse para dar vivas.
Mas os que eram novinhos lembrar-se-ão, pelo menos da escola onde ao bom aluno se ordenava que desse as reguadas ao mau aluno, outros lembrar-se-ão de não terem escola. de andarem descalços e mal vestidos.
E aposto que também deram conta da mudança que foi a Escola de Abril, o Serviço Nacional de Saúde, a Segurança Social, o Salário Mínimo Nacional, o direito ao trabalho. O reconhecimento do direito à Dignidade, enfim.
João Abel Manta
Eu nasci 10 anos depois do 25 de Abril. Tive excelentes cuidados de saúde, bons estudos na escola pública, fui bem alimentada... Resumindo, tive direito ao que as crianças e os jovens devem ter direito para se tornarem adultos úteis à sociedade. Tudo isto em boa medida graças ao 25 de Abril e ao 5º Governo Provisório.
Eu, que nasci tarde demais para ver o Golpe de Estado e o PREC, ainda vivi a Revolução, tive direito aos seus frutos.
Como neste Mundo a auto-determinação parece ser um crime punível pelo Direito Internacional vou deixando de viver a Revolução. Todos os dias se perde um bocadinho, o 25 de Novembro do Vasco Lourenço (e outros ilustres da nossa sociedade) é como aqueles medicamentos de acção prolongada, vai fazendo efeito ao longo do tempo. Foram as taxas moderadoras na Saúde, a Lei Barreto e o fim da Reforma Agrária, as propinas na Educação, os cortes nos salários e nas pensões, o aumento do horário de trabaho, o quadro de excedentes, a mobilidade especial, os falsos recibos verdes, as bolsas em vez de contratos na Ciência e tantas outras coisas. A Soberania que conquistámos e afirmámos no 25 de Abril de 74 penhorámo-la quando entrámos CEE e depois para o Euro e vendêmo-la finalmente à Troika.
Este aniversário de Abril é o mais estranho que presenciei.
Nos 40 anos do 25 de Abril (data redondinha) o capital e respectivos serviçais, geralmente tão bons a ignorá-lo decidiram pô-lo a render. E é ver o Público a vender os livros proíbidos do fascismo, a
Visão com suplementos especiais (e só bons autores, nada suspeitos!), a RTP com programas sobre os retornados (coitadinhos dos retornados, sempre!), enfim... É um rol de vampiros (como os do Zeca) a sugarem a seiva do pobre cravo.
É caso para dizer que "Cravo vermelho ao peito a muitos fica bem"!
Por isso é tão importante celebrar Abril!
Não é por saudosismo, não é nostalgia, não! É necessidade e direito!
Para mostrarmos a quem nos rouba que não aceitamos ser roubados!
Porque somos um Povo de Abril e que o havemos de fazer de novo!
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
in As portas que Abril abriu
JCAry dos Santos
P.S.:E aí que tenha cuidado esse bando de pulhas que nos tem desgovernado, que vai ser a doer!
Etiquetas:
25 de Abril,
25 de Novembro,
40 anos,
António Barreto,
Ary dos Santos,
CDS,
josé barata moura,
PCP,
PPD-PSD,
PS,
revolução,
Vasco Gonçalves,
Vasco Lourenço
30.8.11
Tão natural como a sua sede... a privatização, claro!
Hoje dou a todos uma dica de investimento seguro, no fabrico e comerciaçlização de algo que será indispensável em praticamente todos os lares do país num futuro muito próximo.
Não, não estou a falar da Televisão Digital Terrestre. Refiro-me a sistemas de recolha e armazenamento da água da chuva.
Hoje ficámos a saber (através de uma agência noticiosa estrangeira, como convém) que o governo pretende privatizar as Águas de Portugal até ao final de 2012. Demos um passo importante, passámos de privatizar empresas e bens dos sectores chave da economia para privatizar bens essenciais à vida.
No nosso país vamos privatizar a água, esse composto que permitiu que surgisse a vida no planeta.
Sugiro a todos que invistam nos tais sistemas de recolha e armazenamento da água da chuva, precisaremos todos em breve, é um investimento seguro, pelo menos a avaliar pelo comportamento dos preços dos combustíveis depois da privatização da GALP e da liberalização dos preços.
Há dias chamei bandalhos aos membros do Bloco de Esquerda por quererem referendar a privatização da água (e continuo a achar que o são) e até deixei cá uma "Pequena delícia da nossa Constituição" a propósito.
Privatizar a água é criminoso e sê-lo-ia mesmo que não estivesse na Constiuição (mas estão a ver porque é tão importante mudá-la, não estão?).
Privatizar um bem essencial à vida só pode ser qualificado como crime e todo e qualquer indivíduo que levante essa hipótese devia ir para a cadeia ver se conseguia sobreviver com a água que lhe desse a chuva no Verão; mas afinal, que somos governados por criminosos já não era novidade nenhuma, pois não?
Etiquetas:
água,
BE,
chuvas,
constituição portuguesa,
governo,
PPD-PSD,
privatização
1.8.11
29.5.11
Trabalhinho, muito trabalhinho para fazer
Não é que tenha andado longe daqui. Até cá tenho passado várias vezes, mas entre trabalho, campanha, luta (não que a nossa campanha não seja também ela luta) e associativismo, não me tem sobrado tempo para mais do que visitas de médico. Lá vou visitando os blogs amigos, lendo coisinhas interesantes, umas bonitas outras revoltantes; umas mais cínicas que puxam o cantinho do lábio naquele sorriso assimétrico meio torcido, outras mais directas e pedagógicas, mas quase sempre sem tempo para comentar.
Mas agora arranjei um bocadinho para escrever aqui para a Eira e posso enfim contar-vos que em Coimbr se pintaram as Escadas Monumentais (historicamente pintadas por diverssíssimas pessoas e organizações que as tentaram fazer mais nossas e menos salazarentas). Escadas que ficaram (e isto também será uma questão de gosto, mas enfim) claramente mais bonitas (até porque pintadas com brio além de tinta de água). Ficaram profundamente reivindicativas como poderão constatar aqui, porque não é só um apelo ao voto na CDU o que lá se pintou. É a denúncia, a exigência, enfim, a demonstração clara de que Portugal precisa urgentemente de uma política de esquerda, precisa de quem vote na CDU.
Posso contar que no círculo de Coimbra ninguém precisa de ter amargos de boca depois das eleições porque o Manuel Rocha, cabeça de lista da CDU não desilude, como se observa facilmente ao ouvir as suas intervenções políticas e poderá confirmar qualquer pessoa que o conheça.
Posso contar que, apesar das provocações de indivíduos mal-intencionados (e alguns diminuídos mentais também) filiados nas juventudes partidárias da triste e subserviente troika nacional o concerto e o comício de dia 24 de Maio correram bem.
Sobre isto, cabe sobretudo frisar o enorme civismo demonstrado pelos apoiantes da CDU presentes no comício, que perante provocações claramente com a intenção de levar a cenas de pancadaria por parte dos defensores do "bota-abaixo" da alta de Coimbra, mantiveram a calma e organizaram um cordão de segurança para evitar problemas maiores. Substituiram mesmo a polícia que chamada pela CDU não compareceu ao local de boicote de um acto de campanha eleitoral, na manutenção da ordem e da tranquilidade.
Mas isto é tudo coisas que já foram e importa o que está para vir. E o que está para vir é uma semana de campanha, de distribuições, de contactos, de conversas. Sobretudo de conversas, porque o papel é a desculpa para entabular a conversa. E sacudir as pessoas desse amodorramento, dessa depressão que se lhes colou à pele. Dessa pegajozice que prende o pensamento de tanta gente e a leva a pensar que as coisas não podem mudar, que "sempre foi assim" que "sempre houve ricos e pobres", "oh menina, e a gente lá pode fazer alguma coisa?! Eles é que mandam na gente!".
É preciso convencê-las "que somos um rio que vai dar onde quiser", "que somos um mar que nunca mais tem fronteiras e havemos de navegar de muitíssimas maneiras".
É preciso convencê-las a levar a luta até ao voto!
Mas agora arranjei um bocadinho para escrever aqui para a Eira e posso enfim contar-vos que em Coimbr se pintaram as Escadas Monumentais (historicamente pintadas por diverssíssimas pessoas e organizações que as tentaram fazer mais nossas e menos salazarentas). Escadas que ficaram (e isto também será uma questão de gosto, mas enfim) claramente mais bonitas (até porque pintadas com brio além de tinta de água). Ficaram profundamente reivindicativas como poderão constatar aqui, porque não é só um apelo ao voto na CDU o que lá se pintou. É a denúncia, a exigência, enfim, a demonstração clara de que Portugal precisa urgentemente de uma política de esquerda, precisa de quem vote na CDU.
Posso contar que no círculo de Coimbra ninguém precisa de ter amargos de boca depois das eleições porque o Manuel Rocha, cabeça de lista da CDU não desilude, como se observa facilmente ao ouvir as suas intervenções políticas e poderá confirmar qualquer pessoa que o conheça.
Posso contar que, apesar das provocações de indivíduos mal-intencionados (e alguns diminuídos mentais também) filiados nas juventudes partidárias da triste e subserviente troika nacional o concerto e o comício de dia 24 de Maio correram bem.
Sobre isto, cabe sobretudo frisar o enorme civismo demonstrado pelos apoiantes da CDU presentes no comício, que perante provocações claramente com a intenção de levar a cenas de pancadaria por parte dos defensores do "bota-abaixo" da alta de Coimbra, mantiveram a calma e organizaram um cordão de segurança para evitar problemas maiores. Substituiram mesmo a polícia que chamada pela CDU não compareceu ao local de boicote de um acto de campanha eleitoral, na manutenção da ordem e da tranquilidade.
Mas isto é tudo coisas que já foram e importa o que está para vir. E o que está para vir é uma semana de campanha, de distribuições, de contactos, de conversas. Sobretudo de conversas, porque o papel é a desculpa para entabular a conversa. E sacudir as pessoas desse amodorramento, dessa depressão que se lhes colou à pele. Dessa pegajozice que prende o pensamento de tanta gente e a leva a pensar que as coisas não podem mudar, que "sempre foi assim" que "sempre houve ricos e pobres", "oh menina, e a gente lá pode fazer alguma coisa?! Eles é que mandam na gente!".
É preciso convencê-las "que somos um rio que vai dar onde quiser", "que somos um mar que nunca mais tem fronteiras e havemos de navegar de muitíssimas maneiras".
É preciso convencê-las a levar a luta até ao voto!
Agora CDU!
Etiquetas:
2011,
CDS-PP,
CDU,
Eleições legislativas,
Escadas Monumentais,
luta,
PPD-PSD,
PS,
troika nacional,
Vergonha
11.4.11
A Nobreza ao serviço do capital burguês
Não deixa de ter a sua piada ver Fernando Nobre encabeçar a lista do PPD-PSD pelo círculo de Lisboa.
O candidato sem partido; o das ONGs; o bom homem cujo sonho era ter um hospital no meio do mato e curar as pessoas (esses pobres selvagens que vivem nas profundidades selváticas, que os outros que têm sarampo em vez de malária não têm grande piada) cede aos encantos do partido de Sá Carneiro.
Pobres desencantados, os crédulos que nele votaram... Tivessem votado no Chico Lopes, agora não tinham amargos de boca! Mas também, esses às tantas até vão votar PPD-PSD porque se o Fernando Nobre acha que é melhor (e é tão bom homem, até é de uma ONG) então deve mesmo ser melhor.
Enfim, eu rio aquele riso meio amargo, de quem não tendo amargos de boca pela orientação (e convicção) de voto gostaria muito que o resto dos portugueses também não tivesse. Seria sinal de que votavam muito melhor do que votam!
O candidato sem partido; o das ONGs; o bom homem cujo sonho era ter um hospital no meio do mato e curar as pessoas (esses pobres selvagens que vivem nas profundidades selváticas, que os outros que têm sarampo em vez de malária não têm grande piada) cede aos encantos do partido de Sá Carneiro.
Pobres desencantados, os crédulos que nele votaram... Tivessem votado no Chico Lopes, agora não tinham amargos de boca! Mas também, esses às tantas até vão votar PPD-PSD porque se o Fernando Nobre acha que é melhor (e é tão bom homem, até é de uma ONG) então deve mesmo ser melhor.
Enfim, eu rio aquele riso meio amargo, de quem não tendo amargos de boca pela orientação (e convicção) de voto gostaria muito que o resto dos portugueses também não tivesse. Seria sinal de que votavam muito melhor do que votam!
Etiquetas:
Eleições legislativas,
fernando nobre,
PPD-PSD
17.3.11
Assim ou com mais cheiro a mofo?
"Foi um esforço tamanho da Nação. Foram anos de incorporações sucessivas, envolvendo cerca de um milhão de jovens de todas as regiões do País que, de forma exemplar, cumpriram a sua missão por terras africanas."
"Saudamos com especial apreço, pelo muito que lhes devemos, os militares de etnia africana que, de forma valorosa, lutaram ao nosso lado. Todos, combatentes por Portugal!"
"É, aliás, de toda a justiça distinguir a intervenção militar que permitiu que um País com a dimensão e os recursos de Portugal pudesse manter o controlo sobre três teatros de operações distintos, vastos e longínquos. É internacionalmente reconhecida a forma como foi concebida a estratégia da guerra e travados os combates, o que demonstra o esforço do País e dignifica a memória dos seus combatentes."
"A guerra em África materializou, como salientei em 2010, no Dia do Combatente, “o fim violento de um ciclo nacional, mas que deixou, nas picadas sangrentas que trilhou, honra militar capaz de abrir o caminho a uma cooperação fraterna e frutuosa” com aqueles países irmãos."
"A vossa geração criou, também, as condições para que Portugal seja um País democrático, mais livre, mais solidário e mais aberto ao Mundo. Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar."
No discurso do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, do PPD-PSD de Sá Carneiro (gosto das coisas claras e bem explicadas) na Cerimónia de Homenagem aos Combatentes, por ocasião do 50º aniversário da Guerra Colonial, são raros os parágrafos que não tenham alguma alusão racista ou fascista.
Ver também aqui, aqui e aqui.
"Saudamos com especial apreço, pelo muito que lhes devemos, os militares de etnia africana que, de forma valorosa, lutaram ao nosso lado. Todos, combatentes por Portugal!"
"É, aliás, de toda a justiça distinguir a intervenção militar que permitiu que um País com a dimensão e os recursos de Portugal pudesse manter o controlo sobre três teatros de operações distintos, vastos e longínquos. É internacionalmente reconhecida a forma como foi concebida a estratégia da guerra e travados os combates, o que demonstra o esforço do País e dignifica a memória dos seus combatentes."
"A guerra em África materializou, como salientei em 2010, no Dia do Combatente, “o fim violento de um ciclo nacional, mas que deixou, nas picadas sangrentas que trilhou, honra militar capaz de abrir o caminho a uma cooperação fraterna e frutuosa” com aqueles países irmãos."
"A vossa geração criou, também, as condições para que Portugal seja um País democrático, mais livre, mais solidário e mais aberto ao Mundo. Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar."
Aníbal Cavaco Silva
Discurso na Cerimónia de Homenagem aos Combatentes
15 de Março 2011
No discurso do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, do PPD-PSD de Sá Carneiro (gosto das coisas claras e bem explicadas) na Cerimónia de Homenagem aos Combatentes, por ocasião do 50º aniversário da Guerra Colonial, são raros os parágrafos que não tenham alguma alusão racista ou fascista.
Ver também aqui, aqui e aqui.
Etiquetas:
Cavaco silva,
fascismo,
guerra colonial,
PPD-PSD,
racismo,
sá carneiro
10.2.11
Olha que isso é que é descoberta!
No Público lê-se:
"Os partidos de esquerda propuseram esta quarta-feira no Parlamento que o Governo reconheça o Estado da Palestina. Uma pretensão que rejeitada pelo PS e PSD que insistiram na continuação de negociações para a criação desse estado."
A notícia em si não é particularmente estranha. Afinal não se esperava do PS nem do PPD-PSD outra postura que não seja a de total subserviência aos interesses dos EUA e respectivos aliados geo-estratégicos. Assim, como o respeitinho (ou a miúfa) é muito lindo, não há que afrontar Israel, isso podia ter consequências nefastas para as ambições de futuro dos nossos dirigentes e respectivos protegidos. Comparando o Mundo com um escola, qualquer criança de escola sabe que uma afronta ao filho do director dá direito a uma repreensão, não do filho, mas do director. É por isso, e porque o director do PS e do PPD-PSD (assim como do CDS-PP) é o governo dos EUA que a notícia não é estranha.
O que é estranho nesta notícia é que nela, o Público, finalmente deixa de incluir o PS no conjunto dos partidos de esquerda!
2.11.10
Telenovela Orçamental
Em qualquer telenovela que se preze é possível prever o seu desfecho tendo visto apenas o primeiro episódio. Também o desfecho da discussão do Orçamento de Estado para 2011 era previsível desde o dia em que o PS o apresentou.
Depois de muitos episódios a dizer que talvez, depois que não, depois que de maneira nenhuma, depois que talvez outra vez, como previsto, no final, o PPD-PSD abster-se-á, viabilizando o OE.
Esta telenovela nacional inclui muitas características das telenovelas convencionais. Tem maus da fita e sofredores às suas mãos, tem chantagens, amedrontamentos e mentiras. É rica em teatralidades, gritos, apertos de coração e lágrimas de crocodilo. Tem gente de carácter e caras-de-pau; tem amigos que avisam e ingénuos que vão na conversa do vilão. Só lhe falta o ingrediente que de facto nos dava jeito que tivesse. Falta-lhe o "viveram felizes para sempre".
Tristemente na nossa telenovela do OE os vilões não morrem nem vão presos, pelo contrário, são premiados, vivem bem e às nossas custas!
Depois de muitos episódios a dizer que talvez, depois que não, depois que de maneira nenhuma, depois que talvez outra vez, como previsto, no final, o PPD-PSD abster-se-á, viabilizando o OE.
Esta telenovela nacional inclui muitas características das telenovelas convencionais. Tem maus da fita e sofredores às suas mãos, tem chantagens, amedrontamentos e mentiras. É rica em teatralidades, gritos, apertos de coração e lágrimas de crocodilo. Tem gente de carácter e caras-de-pau; tem amigos que avisam e ingénuos que vão na conversa do vilão. Só lhe falta o ingrediente que de facto nos dava jeito que tivesse. Falta-lhe o "viveram felizes para sempre".
Tristemente na nossa telenovela do OE os vilões não morrem nem vão presos, pelo contrário, são premiados, vivem bem e às nossas custas!
30.9.10
Os apertões
Ontem fui ao Porto, à manifestação organizada pela CGTP.
Foi bom ir ao Porto, a manifestação correu bem, estava muita gente. Iamos bem dispostos, gritávamos palavras de ordem, conversávamos com os amigos que já não víamos há muito. Tirei fotografias (depois ponho cá), encontrei caras conhecidas no SPRC, apanhei os trabalhadores da Brisa em luta contra as máquinas automáticas, os dos CTT que não querem que a mais-valiam a geram encha o bolso de algum privado, enfim, muitos.
Cheguei a casa pouco depois das 20h, a tempo de ver as manifestação no noticiário, pensava eu, mas o que vi foi que as manifestações não chegaram.
Vi os anúncios das medidas de austeridade a serem aprovadas na AR como Orçamento de Estado (OE).
Vi que já nem se fala em congelar salários, são mesmo reduções salariais para a administração pública, já a sairem do forno, fresquinhas, prontas a aplicar.
Vi que o IVA aumentará outra vez, como se não tivesse aumentado há três meses.
Vi a mentira, porque nenhuma medida das anunciadas combate a recessão financeira ou gera emprego, pelo contrário. As medidas anunciadas diminuem o poder de compra, provocam o colapso das pequenas e médias empresas, que dependem do mercado interno e assim geram desemprego, que diminui o poder de compra (estão a ver onde isto vai, não estão?).
Já não se trata de apertar os cintos, aos trabalhadores portugueses o Governo (e os compinchas que viabilizarão o OE) tentam agora apertar os pescoços.
Agora é preciso é não deixar. É preciso é resistir e Lutar!
Foi bom ir ao Porto, a manifestação correu bem, estava muita gente. Iamos bem dispostos, gritávamos palavras de ordem, conversávamos com os amigos que já não víamos há muito. Tirei fotografias (depois ponho cá), encontrei caras conhecidas no SPRC, apanhei os trabalhadores da Brisa em luta contra as máquinas automáticas, os dos CTT que não querem que a mais-valiam a geram encha o bolso de algum privado, enfim, muitos.
Cheguei a casa pouco depois das 20h, a tempo de ver as manifestação no noticiário, pensava eu, mas o que vi foi que as manifestações não chegaram.
Vi os anúncios das medidas de austeridade a serem aprovadas na AR como Orçamento de Estado (OE).
Vi que já nem se fala em congelar salários, são mesmo reduções salariais para a administração pública, já a sairem do forno, fresquinhas, prontas a aplicar.
Vi que o IVA aumentará outra vez, como se não tivesse aumentado há três meses.
Vi a mentira, porque nenhuma medida das anunciadas combate a recessão financeira ou gera emprego, pelo contrário. As medidas anunciadas diminuem o poder de compra, provocam o colapso das pequenas e médias empresas, que dependem do mercado interno e assim geram desemprego, que diminui o poder de compra (estão a ver onde isto vai, não estão?).
Já não se trata de apertar os cintos, aos trabalhadores portugueses o Governo (e os compinchas que viabilizarão o OE) tentam agora apertar os pescoços.
Agora é preciso é não deixar. É preciso é resistir e Lutar!
Etiquetas:
luta,
manifestação,
OE,
PPD-PSD,
PS
14.5.10
Mas que merda é esta?!
(Desculpem-me a linguagem os mais sensíveis, mas foi mesmo espontâneo)
Nos últimos dias andei com a mente ocupada (não distraída), não com o Benfica, nem com a nazi, perdão, papal visita, mas sim com a minha tese e respectiva entrega preliminar. Isto fez com que hoje tivesse as notícias a chegarem-me em catadupa gerando a reacção que serve de título a este post.
A 1ª foi de que a Comissão Europeia quer aprovar orçamentos nacionais antes dos parlamentos.
Não em ofende que tenha sido um português a dizê-lo. Já me habituei a que indivíduos da laia de Durão Barroso sempre serviram e sevirão interesses que nada têm a ver com o país em que nasceram.
Como se não bastasse o ataque explícito à soberania nacional ainda soube que PPD-PSD y PS estão de acordo na subida do IVA num ponto: para 21%, para 6% nos bens essenciais e 13% na restauração e na implementação de uma taxa suplementar no IRC de 2,5% sobre os lucros para as grandes empresas e a banca.
Claro! A comida pode ter 6% de IVA, mas os lucros da grandes empresas (coitadinhas) e da banca (mais coitadinha ainda) tributam-se a 2,5%...
Só porque acho que de palavrões bastou o título é que não escrevo o que me veio à cabeça! Mas uma coisa posso dizer (ou re-dizer e sem perigo de difamação) PS e PPD-PSD são um bando de canalhas mentirosos!
Na função pública, se a situação já era má a novidade é ainda pior! Se já estávamos num processo de diminuir o nº de funcionário público para metade agora da função pública só se sai. As admissões estão congeladas e o congelamento durará "enquanto for necessário", excepto quando o sr. ministro Teixeira dos Santos achar que há fundamento.
Argh! Devia saber que preciso de receber estas notícias devagarinho, para não me irritar ao ponto de poder arranjar um aneurisma...
Agora a parte mais importante: como começar a solucionar isto? A resposta óbvia é votar melhor nas próximas eleições, mas, numa perspectiva mais imediata, é esta:
Nos últimos dias andei com a mente ocupada (não distraída), não com o Benfica, nem com a nazi, perdão, papal visita, mas sim com a minha tese e respectiva entrega preliminar. Isto fez com que hoje tivesse as notícias a chegarem-me em catadupa gerando a reacção que serve de título a este post.
A 1ª foi de que a Comissão Europeia quer aprovar orçamentos nacionais antes dos parlamentos.
Não em ofende que tenha sido um português a dizê-lo. Já me habituei a que indivíduos da laia de Durão Barroso sempre serviram e sevirão interesses que nada têm a ver com o país em que nasceram.
Como se não bastasse o ataque explícito à soberania nacional ainda soube que PPD-PSD y PS estão de acordo na subida do IVA num ponto: para 21%, para 6% nos bens essenciais e 13% na restauração e na implementação de uma taxa suplementar no IRC de 2,5% sobre os lucros para as grandes empresas e a banca.
Claro! A comida pode ter 6% de IVA, mas os lucros da grandes empresas (coitadinhas) e da banca (mais coitadinha ainda) tributam-se a 2,5%...
Só porque acho que de palavrões bastou o título é que não escrevo o que me veio à cabeça! Mas uma coisa posso dizer (ou re-dizer e sem perigo de difamação) PS e PPD-PSD são um bando de canalhas mentirosos!
Na função pública, se a situação já era má a novidade é ainda pior! Se já estávamos num processo de diminuir o nº de funcionário público para metade agora da função pública só se sai. As admissões estão congeladas e o congelamento durará "enquanto for necessário", excepto quando o sr. ministro Teixeira dos Santos achar que há fundamento.
Argh! Devia saber que preciso de receber estas notícias devagarinho, para não me irritar ao ponto de poder arranjar um aneurisma...
Agora a parte mais importante: como começar a solucionar isto? A resposta óbvia é votar melhor nas próximas eleições, mas, numa perspectiva mais imediata, é esta:
Etiquetas:
cgtp,
Comissão europeia,
função pública,
impostos,
PPD-PSD,
PS
12.4.10
Os candidatos e a Constituição
Pinto Balsemão acha que Passos Coelho é "um bom candidato a primeiro ministro".
Escusado seria dizer que acho que Passos Coelho daria um péssimo primeiro ministro, assim como o PPD-PSD sempre deu origem a péssimos governos. Mas esta expressão de Pinto Balsemão...
Esta expressão irrita-me particularmente. Por ser errónea, mentirosa, deliberadamente enganadora. Em Portugal ninguém é candidato a primeiro ministro como se pode observar no artigo , do capítulo II do título IV da Constituição da República Portugesa:
Artigo 187.º
Escusado seria dizer que acho que Passos Coelho daria um péssimo primeiro ministro, assim como o PPD-PSD sempre deu origem a péssimos governos. Mas esta expressão de Pinto Balsemão...
Esta expressão irrita-me particularmente. Por ser errónea, mentirosa, deliberadamente enganadora. Em Portugal ninguém é candidato a primeiro ministro como se pode observar no artigo , do capítulo II do título IV da Constituição da República Portugesa:
Artigo 187.º
Formação
1. O Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais.
A cada eleição legislativa são incontáveis os portugueses que acham que estão a votar num candidato a 1º ministro, que não conhecem as listas de candidatos do seu círculo eleitoral, que não sabem em quem estão a votar, precisamente por causa de afirmações como esta de Pinto Balsemão.
No entanto, cabe fazer a ressalva de que, talvez, Passos Coelho queira, de facto ser candidato a 1º ministro. Assim ficava explicada a sua sanha de mudar a Constituição.
Etiquetas:
constituição portuguesa,
passos coelho,
pinto balsemão,
PPD-PSD
14.3.10
Questionamento mediático
Pergunto-me porque será que a comunicação social não acompanha com pormenor o processo que vai da decisão da ementa ao consumo do meu almoço.
O tempo que invisto nas decisões, na preparação e no consumo é mais ou menos o mesmo que implica preparar um congresso do PPD-PSD e esse é acompanhado, registado e relatado até ao mais ínfimo detalhe...
Dirá o leitor "O teu almoço não tem as mesmas implicações na vida política nacional".
Mas eu digo "Se somos o que comemos, quem assegura que o que eu coma ou deixe de comer ao almoço não me leve a ser primeira ministra um dia destes?"
Sim, é verdade, não tinha nada melhor para dizer hoje e não me apeteceu ler as notícias sobre a guerra de poder dentro do PPD-PSD.
O tempo que invisto nas decisões, na preparação e no consumo é mais ou menos o mesmo que implica preparar um congresso do PPD-PSD e esse é acompanhado, registado e relatado até ao mais ínfimo detalhe...
Dirá o leitor "O teu almoço não tem as mesmas implicações na vida política nacional".
Mas eu digo "Se somos o que comemos, quem assegura que o que eu coma ou deixe de comer ao almoço não me leve a ser primeira ministra um dia destes?"
Sim, é verdade, não tinha nada melhor para dizer hoje e não me apeteceu ler as notícias sobre a guerra de poder dentro do PPD-PSD.
Assinar:
Postagens (Atom)









