A família dá imenso jeito e os bebés também.
Isto é, durante a campanha eleitoral para se ser filmado a beijar criancinhas que, coitadinhas, ainda não têm voto na matéria e são chegadas às beiças de um qualquer Passos Coelho, Paulo Portas ou António José Seguro de serviço.
A família dá imenso jeito e os bebés e o quanto precisamos de bebés para querer mandar no corpo das mulheres que é delas e com o qual têm que ter o direito de fazer o que bem entenderem. E, ai Jesus! Abortar,... isso é pecado! Cruzes, credo! Deus nos livre! (passe por aqui menina que o doutor vai já atendê-la por causa do desmancho)
A família dá montes de jeito quando o filho de 30 anos não tem emprego e vive com os pais que, por enquanto e só por enquanto, ainda têm.
É a tal rede de suporte e fica tão bem encher a boca quando se diz "Família" que até sabemos que foi com letra maiúscula e tudo.
Mas quando é para fazer com que as mães possam ser mais mães e os pais possam ser mais pais; quando é para efectivamente podermos ter a família a que temos direito aí a família já não dá tanto jeito.
Se calhar quando estão em cima da mesa propostas para como:
- o reforço do abono de família,
- o aumento da protecção às trabalhadoras grávidas, puérperas e lactantes,
- o pagamento de 100% da remuneração de referência durante a licença de parentalidade
a baixa natalidade já não é um problema assim tão grande. Se calhar a família até é um bocado impecilho.
Claro que as propostas foram do PCP e do PEV e claro que os partidos da maioria tencionam chumbá-las.
E tu? Em quem achas agora que devias ter votado?
Vê lá se te lembras disso nas próximas legislativas!
Governo RUA!
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22.6.14
6.5.14
Nem surpresas nem sustos
De acordo com o DN:
"A ministra das Finanças garantiu hoje, em Bruxelas, que a carta de intenções para o Fundo Monetário Internacional (FMI), no quadro da conclusão do programa, "não tem surpresas nem sustos", sendo apenas um reafirmar de compromissos já conhecidos dos portugueses."
Pois não, não tem surpresas nem sustos. É só mais do inferno em que nos vêm transformando as vidas há vários anos!
Dia 25 Vota CDU!
30.8.11
Tão natural como a sua sede... a privatização, claro!
Hoje dou a todos uma dica de investimento seguro, no fabrico e comerciaçlização de algo que será indispensável em praticamente todos os lares do país num futuro muito próximo.
Não, não estou a falar da Televisão Digital Terrestre. Refiro-me a sistemas de recolha e armazenamento da água da chuva.
Hoje ficámos a saber (através de uma agência noticiosa estrangeira, como convém) que o governo pretende privatizar as Águas de Portugal até ao final de 2012. Demos um passo importante, passámos de privatizar empresas e bens dos sectores chave da economia para privatizar bens essenciais à vida.
No nosso país vamos privatizar a água, esse composto que permitiu que surgisse a vida no planeta.
Sugiro a todos que invistam nos tais sistemas de recolha e armazenamento da água da chuva, precisaremos todos em breve, é um investimento seguro, pelo menos a avaliar pelo comportamento dos preços dos combustíveis depois da privatização da GALP e da liberalização dos preços.
Há dias chamei bandalhos aos membros do Bloco de Esquerda por quererem referendar a privatização da água (e continuo a achar que o são) e até deixei cá uma "Pequena delícia da nossa Constituição" a propósito.
Privatizar a água é criminoso e sê-lo-ia mesmo que não estivesse na Constiuição (mas estão a ver porque é tão importante mudá-la, não estão?).
Privatizar um bem essencial à vida só pode ser qualificado como crime e todo e qualquer indivíduo que levante essa hipótese devia ir para a cadeia ver se conseguia sobreviver com a água que lhe desse a chuva no Verão; mas afinal, que somos governados por criminosos já não era novidade nenhuma, pois não?
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25.3.11
O que quisermos fazer dele!
"É essencial que Portugal confirme o plano desenhado e aprovado” pelas instâncias europeias
Porque se Portugal é um país lindíssimo, de clima ameno, bonitas praias, boas florestas, excelente comida e de hospitaleiras e sossegadas gentes, é para quem vem por bem. Não é para quem vem sugar o fruto do nosso trabalho e passar férias jogando golf. Não é para ser quintal de ninguém!
-Jean-Claude Trichet
"os partidos da oposição em Portugal não podem pensar que as condições de austeridade defendidas por Bruxelas vão ser alteradas"
-Nicolas Sarkozy
"Jean-Claude Juncker, deu eco à pressão europeia para Portugal pedir auxílio financeiro ao fundo de socorro do euro, dizendo que, no caso de haver, de facto, uma solicitação, o montante “apropriado” da ajuda rondaria 75 mil milhões de euros."
"Angela Merkel, que já de manhã dissera estar “grata” a Sócrates pelo trabalho de consolidação orçamental e lembrou, tal como Trichet, que as medidas tomadas pelo executivo português receberam o apoio da Comissão Europeia e do BCE."
"Os chefes de Estado e de Governo da UE brindaram José Sócrates com uma salva de palmas, uma tradição do Conselho Europeu para se despedir de um membro que poderá estar a ver pela última vez nas actuais funções." (e que tão bem os serviu (este àparte já é meu)).
in Público.pt
Agora o que temos mesmo é que ensinar a estes meninos (e aos que por cá andam a achar que mandam também) é que Portugal é o que nós, povo português, decidirmos fazer dele, não o que eles mandarem.
Porque se Portugal é um país lindíssimo, de clima ameno, bonitas praias, boas florestas, excelente comida e de hospitaleiras e sossegadas gentes, é para quem vem por bem. Não é para quem vem sugar o fruto do nosso trabalho e passar férias jogando golf. Não é para ser quintal de ninguém!
Portugal não é um país pobre!
Tem uma enorme costa subaproveitada, potencial silvícola, pecuário e agrícola (desde que as barragens sirvam para a agricultura de regadio e não para os apregoados campos de golf). Tem uma enorme tradição e vasto conhecimento industrial, na metalurgia, no trabalho do vidro, nos tecidos e confecções, nos sapatos, na cutelaria, no papel, na cortiça, nos vinhos, nas conservas.
Tem uma enorme costa subaproveitada, potencial silvícola, pecuário e agrícola (desde que as barragens sirvam para a agricultura de regadio e não para os apregoados campos de golf). Tem uma enorme tradição e vasto conhecimento industrial, na metalurgia, no trabalho do vidro, nos tecidos e confecções, nos sapatos, na cutelaria, no papel, na cortiça, nos vinhos, nas conservas.
Tem boas Universidades públicas onde se faz investigação em parceria com os institutos mais conceituados, se desenvolve tecnologia de ponta e se forma profissionais qualificados (tão qualificados que são aproveitados pelas grandes potências económicas).
Mas sobretudo, tem um povo trabalhador, esmerado e brioso do resultado do seu trabalho (com as excepções que haverá sempre que considerar, claro) que trabalha afincadamente até em condições profundamente adversas.
Portugal tem todas as condições para se desenvolver, desde que nos livremos dos que há mais de 30 anos nos boicotam, desde que mudemos de políticas com a mudança de governo.
Meus caros, Portugal é o que quisermos fazer dele!
16.2.10
Da educação dos pais ao salário dos filhos
Tropecei nesta notícia do Público depois de ter lido um comentário sobre ela no Política Dura.
"Nos países do Sul da Europa, o facto de um pai ter frequentado o ensino superior aumenta o nível salarial do seu filho em, pelo menos, 20 por cento, por comparação com um filho cujo pai apenas obteve estudos secundários."
Neste parágrafo pode perceber-se que este estudo compara os níveis salariais de uma geração consoante os níveis de escolaridade da geração anterior. Nesta forma de apresentar as coisas até parece que a responsabilidade do nível salarial dos filhos é do nível educativo dos pais. O que é realmente curioso é como se pode fazer esta comparação sem explicar os passos todos do caminho que vai dos estudos do pai até ao salário do filho.
Em meu entender faltam aqui três etapas muito importantes:
1- A influência directa do nível de escolaridade dos pais nos salários dos pais;
2- A influência do nível salarial dos pais no nível de escolaridade dos filhos;
3- A influência do nível de escolaridade dos filhos nos seus próprios níveis salariais.
Com o acrescento destas 3 etapas ao raciocínio já se pode perceber que não é bem a tacanhice de uns pais iletrados que leva os filhos a auferirem menores salários. Pode-se mesmo concluir que se o Estado promovesse a igualdade de oportunidades no acesso à educação através da escola pública (com a gratuitidade de ensino e a atribuição de bolsas) e da justiça social (com o direito ao trabalho, a salários justos e à vida digna) o quadro seria muito diferente.
Mas é perigoso esse raciocínio (ou mesmo o raciocínio em geral) ainda começávamos praí a exigir o cumprimento dos direitos contitucionais!Era o que mais faltava!
"Nos países do Sul da Europa, o facto de um pai ter frequentado o ensino superior aumenta o nível salarial do seu filho em, pelo menos, 20 por cento, por comparação com um filho cujo pai apenas obteve estudos secundários."
Neste parágrafo pode perceber-se que este estudo compara os níveis salariais de uma geração consoante os níveis de escolaridade da geração anterior. Nesta forma de apresentar as coisas até parece que a responsabilidade do nível salarial dos filhos é do nível educativo dos pais. O que é realmente curioso é como se pode fazer esta comparação sem explicar os passos todos do caminho que vai dos estudos do pai até ao salário do filho.
Em meu entender faltam aqui três etapas muito importantes:
1- A influência directa do nível de escolaridade dos pais nos salários dos pais;
2- A influência do nível salarial dos pais no nível de escolaridade dos filhos;
3- A influência do nível de escolaridade dos filhos nos seus próprios níveis salariais.
Com o acrescento destas 3 etapas ao raciocínio já se pode perceber que não é bem a tacanhice de uns pais iletrados que leva os filhos a auferirem menores salários. Pode-se mesmo concluir que se o Estado promovesse a igualdade de oportunidades no acesso à educação através da escola pública (com a gratuitidade de ensino e a atribuição de bolsas) e da justiça social (com o direito ao trabalho, a salários justos e à vida digna) o quadro seria muito diferente.
Mas é perigoso esse raciocínio (ou mesmo o raciocínio em geral) ainda começávamos praí a exigir o cumprimento dos direitos contitucionais!Era o que mais faltava!
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