Porque no Terreiro do Paço éramos imensos, mas não suficientes.
Dia 22 de Março é dia de Greve Geral!
Em breve retomaremos as "Pessoas bonitas" cá na Eira. Há uma grande fila só à espera de entrar.
16.2.12
13.2.12
8.2.12
Um post que já cá devia estar!
Porque não há-de pesar na minha consciência
- a falta de reconhecimento do meu trabalho e da minha competência;
- a precariedade do meu trabalho;
- a exploração do nosso povo;
- a destruição do aparelho produtivo português (ou o que resta dele);
- o desmantelamento das empresas públicas de transportes;
- o empobrecimento generalizado da população;
- o roubo nos salários e nas pensões;
- a privatização do serviço nacional de saúde;
e tantas coisas mais que estes sacanas (para não lhes chamar oura coisa) andam a fazer que nem cabem cá todas é que eu vou no Sábado vamos ao Terreiro do Paço.
Para pôr o Passos (e companhia) na linha.
Como o Samuel diz que quem cala consente cá em Coimbra dizemos que não nos calam!
E Sábado havemos de o dizer (e gritar bem alto) no Terreiro do Paço juntamente com muito Povo!
Todos à manif!
- a falta de reconhecimento do meu trabalho e da minha competência;
- a precariedade do meu trabalho;
- a exploração do nosso povo;
- a destruição do aparelho produtivo português (ou o que resta dele);
- o desmantelamento das empresas públicas de transportes;
- o empobrecimento generalizado da população;
- o roubo nos salários e nas pensões;
- a privatização do serviço nacional de saúde;
e tantas coisas mais que estes sacanas (para não lhes chamar oura coisa) andam a fazer que nem cabem cá todas é que eu vou no Sábado vamos ao Terreiro do Paço.
Para pôr o Passos (e companhia) na linha.
Como o Samuel diz que quem cala consente cá em Coimbra dizemos que não nos calam!
E Sábado havemos de o dizer (e gritar bem alto) no Terreiro do Paço juntamente com muito Povo!
Todos à manif!
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21.1.12
Que culpa tem o Pastel de nata(*)
(*) Com as devidas desculpas aos Quilapayún.
À conta das declarações do ministro da economia sobre o potencial económico internacional do pastel de nata e das lamúrias do (infelizmente) Presidente da República sobre a suficiência da sua reforma lembrei-me de um acanção muito pouco ortodoxa dos Quilapayún.
Desfrutem e atentem bem na última estrofe, que um dia isto vira, como a tortilla.
À conta das declarações do ministro da economia sobre o potencial económico internacional do pastel de nata e das lamúrias do (infelizmente) Presidente da República sobre a suficiência da sua reforma lembrei-me de um acanção muito pouco ortodoxa dos Quilapayún.
Desfrutem e atentem bem na última estrofe, que um dia isto vira, como a tortilla.
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21.12.11
Não é nada mau sinal
Hoje estive com um senhor (com idade suficiente para ter conhecido o tempo da outra senhora mas insuficiente para se reformar) que estava muito indignado com o convite do Primeiro Ministro à emigração dos professores, logo secundado e generalizado às outras classes profissionais por Paulo Rangel.
Ele perguntava "até quando" ía isto estar assim (a vergonha que se vê).
Eu respondi-lhe que até estalar, que eu andava a ver quando podia estalava.
Ele riu-se da expressão tão aberta do meu desejo (está habituado a ver mais resignação ou a revolta mais velada) e disse numa manifesta declaração de disponibilidade:
- Eu já fiz um 25 de Abril!
Como quem diz "quem faz um faz dois".
Ainda que eu saiba que as coisas não são assim tão simples é bom ver esta disponibilidade e este desejo.
É que há mais quem saiba que há alternativa à Austeridade e queira fazer por ela (a alternativa, claro).
Cá estaremos para a construir!
Ele perguntava "até quando" ía isto estar assim (a vergonha que se vê).
Eu respondi-lhe que até estalar, que eu andava a ver quando podia estalava.
Ele riu-se da expressão tão aberta do meu desejo (está habituado a ver mais resignação ou a revolta mais velada) e disse numa manifesta declaração de disponibilidade:
- Eu já fiz um 25 de Abril!
Como quem diz "quem faz um faz dois".
Ainda que eu saiba que as coisas não são assim tão simples é bom ver esta disponibilidade e este desejo.
É que há mais quem saiba que há alternativa à Austeridade e queira fazer por ela (a alternativa, claro).
Cá estaremos para a construir!
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Das taxas moderadoras
Sem querer entrar numa grande explicação sobre a injustiça das taxas moderadoras quero dizer o seguinte:
1- As taxas moderadoras são injustas qualquer que seja o seu valor;
2- As taxas moderadoras são injustas mesmo que sejam mais altas para ricos e mais baixas para pobres (porque essa diferença se faz nos impostos ,sobre os rendimentos e não no SNS)
3- Que a Contituição da República Portuguesa diz no seu artigo 64º que imcumbe prioritariamente ao Estado "Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação "
E dizer que espero nunca ser atendida em nenhum hospital pela bastonária da Ordem dos Enfermeiros (Enf.ª Maria Augusta Sousa) porque me parece que tem um défice de inteligência maior do que o buraco financeiro da Madeira. Se assim não fosse talvez lhe ocorresse que melhorar as condições de trabalho e salariais dos enfermeiros seria uma forma muito melhor de valorizar o trabalho dessa classe profissional do que taxar (perdão, moderar) os utentes do SNS pelos seus serviços.
Adenda:
Na sequência do comentário informado do Paulo Anacleto sinto-me na obrigação de referir no post que a Ordem dos Enfermeiros efectivamente repudiou, através de uma nota de imprensa do seu Conselho Directivo, o aumento das taxas moderadoras.
No entanto, não deixa de ser verdade que a Bastonária acima referida se pôs bem a jeito para a Antena 1 empolar desmesuradamente (e talvez até distorcendo o que a senhora disse) as suas palavras (audíveis aqui). Alguém com cargos com esta importância e tempo de antena tem que pensar melhor no que diz antes de dizer.
De qualquer modo agrada-me muito (naturalmente) a posição oficial da Ordem dos Enfermeiros.
Adenda:
Na sequência do comentário informado do Paulo Anacleto sinto-me na obrigação de referir no post que a Ordem dos Enfermeiros efectivamente repudiou, através de uma nota de imprensa do seu Conselho Directivo, o aumento das taxas moderadoras.
No entanto, não deixa de ser verdade que a Bastonária acima referida se pôs bem a jeito para a Antena 1 empolar desmesuradamente (e talvez até distorcendo o que a senhora disse) as suas palavras (audíveis aqui). Alguém com cargos com esta importância e tempo de antena tem que pensar melhor no que diz antes de dizer.
De qualquer modo agrada-me muito (naturalmente) a posição oficial da Ordem dos Enfermeiros.
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12.12.11
Saiu de casa
Saiu de casa apressada ainda que sem horário fixo para chegar a lado nenhum.
Saiu de casa com pressa de sair de casa, fugindo dos afazeres.
Saiu de casa com passo rápido e a ouvir um punk-rock animado na esperança de libertar pressão.
Saiu de casa de mandíbula apertada como quem mastiga uma raiva ou um desespero.
Saiu de casa na urgência de relaxar, sentou-se na esplanada e pediu um café.
Saiu de casa com pressa de sair de casa, fugindo dos afazeres.
Saiu de casa com passo rápido e a ouvir um punk-rock animado na esperança de libertar pressão.
Saiu de casa de mandíbula apertada como quem mastiga uma raiva ou um desespero.
Saiu de casa na urgência de relaxar, sentou-se na esplanada e pediu um café.
23.11.11
Pessoas bonitas # 9
Hoje a pessoa bonita é cá de Coimbra:
Alberto Vilaça nasceu em Coimbra em 1929 onde estudou Direito e exerceu a profissão de advogado.
Alberto Vilaça nasceu em Coimbra em 1929 onde estudou Direito e exerceu a profissão de advogado.
Fez parte do Conselho Cultural da Associação Académica de Coimbra (1949-50) e da Direcção Geral da mesma (1950-51).
Desenvolveu uma intensa actividade anti-fascista tendo aderido ao PCP em 1949. Foi presidente da Mesa da Assembleia Geral do Ateneu de Coimbra (1952-55 e 1967-71); pertenceu às ccomissões centrais do MUD Juvenil e do MND assim como à Comissão Nacional do III Congresso da Oposição Democrática.
Foi preso seis vezes pela PIDE.
Após o 25 de Abril, presidiu à Junta Distrital de Coimbra (1974-75) e fez parte da Assembleia Municipal desta cidade (1978-79 e 1983-89).
Integrou a Comissão de Toponímia da Câmara Municipal de Coimbra e foi condecorado com o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio.
Publicou vários livros pertenceu ainda aos conselhos de redacção das revistas "Via Latina" e "Vértice" e foi sócio fundador da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo.
Aqui podeis ler a intervenção de António Pedro Pita, à data Director Regional da Cultura do Centro, a 8 de Novembro de 2008, numa homenagem, realizada no âmbito do I Encontro Nacional da Toponímia, em Coimbra.
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
É já amanhã!
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22.11.11
Pessoas bonitas # 8
Hoje vem cá à Eira Soeiro Pereira Gomes.
Nasceu em 1909 na aldeia de Gestaçô, concelho de Baião (Douro), de uma família de pequenos agricultores. Aprende a ler com o pai ainda antes da escola primária. Tira o curso de regente na Escola Agrária de Coimbra e parte para Angola em 1930 de onde regressa insatisfeito em 1931. Nesse ano casa com Manuela Câncio Reis, fixa residência em Alhandra e emprega-se no escritório da fábrica Cimento Tejo.
No final dos anos 30 adere ao PCP e participa activamente na actividade do PCP no Baixo Ribatejo.
Soeiro Pereira Gomes foi pioneiro do movimento neo-realista, colaborou nos jornais Sol Nascente e O Diabo, organizou cursos de ginástica para os operários da Cimento Tejo, ajudou a criar bibliotecas populares em sociedades recreativas e uma piscina para o povo de Alhandra onde se formou Baptista Pereira (grande nadador, comunista e inspiração para a personagem Ginêto dos Esteiros).
Com Alves Redol e Dias Lourenço promoveu excursões de fragata no Tejo, onde se estabelecia contacto político fora da vista do regime fascista.
Entre 1940 e 1942 participa na re-organização do PCP e integra o Comité Regional do Ribatejo com Dias Lourenço e Carlos Pato.
Em 1941 a editora Sirius publica Esteiros com ilustrações de Álvaro Cunhal, de que diz Soeiro Pereira Gomes "Para os filhos dos homens que nunca foram meninos, escrevi este livro".
Pela janela aberta da moradia de Soeiro Pereira Gomes ouviam-se as notícias da rádio sintonizada na BBC (proíbida nos cafés) para dar a conhecer a evolução da II Guerra Mundial através das notícas de Londres em Português.
É obrigado a mergulhar na clandestinidade na sequência das greves de 8 e 9 de Maio de 1944, ano em que escrevia Engrenagem que nunca chegou a terminar.
É eleito para o Comité Central do PCP no IV Congresso na Lousã em Julho de 1946, é destacado para o Sector de Lisboa e torna-se membro da Comissão Executiva do Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista (MUNAF) e acompanha a actividade dos camaradas que actuam no Movimento de Unidade Democrática (MUD).
Participa ainda na campanha presidencial de Norton de Matos em 1949 mas uma doença grave destroi-lhe a resistência física, vindo a morrer em Lisboa a 5 de Dezembro do mesmo ano.
Soeiro Pereira Gomes dá nome ao centro de trabalho do PCP situado na rua com o mesmo nome em Lisboa. Para ler sobre ele textos de quem muito melhor escreve do que eu clicar aqui.
Demorei muito a começar a ler Soeiro Pereira Gomes mas recomendo vivamente.
Ao ver as datas dos contos que compõem Contos Vermelhos pensei "Ainda faltava tanto!"
O Soeiro Pereira Gomes não chegou lá (à liberdade, claro) mas deu um grande contributo para que nós (todos, sem olhar a quem) pudéssemos chegar. É claramente uma "pessoa bonita", excelente companhia para as que já cá vieram fazer visita antes.
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
Nasceu em 1909 na aldeia de Gestaçô, concelho de Baião (Douro), de uma família de pequenos agricultores. Aprende a ler com o pai ainda antes da escola primária. Tira o curso de regente na Escola Agrária de Coimbra e parte para Angola em 1930 de onde regressa insatisfeito em 1931. Nesse ano casa com Manuela Câncio Reis, fixa residência em Alhandra e emprega-se no escritório da fábrica Cimento Tejo.
No final dos anos 30 adere ao PCP e participa activamente na actividade do PCP no Baixo Ribatejo.
Soeiro Pereira Gomes foi pioneiro do movimento neo-realista, colaborou nos jornais Sol Nascente e O Diabo, organizou cursos de ginástica para os operários da Cimento Tejo, ajudou a criar bibliotecas populares em sociedades recreativas e uma piscina para o povo de Alhandra onde se formou Baptista Pereira (grande nadador, comunista e inspiração para a personagem Ginêto dos Esteiros).
Com Alves Redol e Dias Lourenço promoveu excursões de fragata no Tejo, onde se estabelecia contacto político fora da vista do regime fascista.
Entre 1940 e 1942 participa na re-organização do PCP e integra o Comité Regional do Ribatejo com Dias Lourenço e Carlos Pato.
Em 1941 a editora Sirius publica Esteiros com ilustrações de Álvaro Cunhal, de que diz Soeiro Pereira Gomes "Para os filhos dos homens que nunca foram meninos, escrevi este livro".
Pela janela aberta da moradia de Soeiro Pereira Gomes ouviam-se as notícias da rádio sintonizada na BBC (proíbida nos cafés) para dar a conhecer a evolução da II Guerra Mundial através das notícas de Londres em Português.
É obrigado a mergulhar na clandestinidade na sequência das greves de 8 e 9 de Maio de 1944, ano em que escrevia Engrenagem que nunca chegou a terminar.
É eleito para o Comité Central do PCP no IV Congresso na Lousã em Julho de 1946, é destacado para o Sector de Lisboa e torna-se membro da Comissão Executiva do Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista (MUNAF) e acompanha a actividade dos camaradas que actuam no Movimento de Unidade Democrática (MUD).
Participa ainda na campanha presidencial de Norton de Matos em 1949 mas uma doença grave destroi-lhe a resistência física, vindo a morrer em Lisboa a 5 de Dezembro do mesmo ano.
Soeiro Pereira Gomes dá nome ao centro de trabalho do PCP situado na rua com o mesmo nome em Lisboa. Para ler sobre ele textos de quem muito melhor escreve do que eu clicar aqui.
Demorei muito a começar a ler Soeiro Pereira Gomes mas recomendo vivamente.
Ao ver as datas dos contos que compõem Contos Vermelhos pensei "Ainda faltava tanto!"
O Soeiro Pereira Gomes não chegou lá (à liberdade, claro) mas deu um grande contributo para que nós (todos, sem olhar a quem) pudéssemos chegar. É claramente uma "pessoa bonita", excelente companhia para as que já cá vieram fazer visita antes.
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
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18.11.11
Pessoas bonitas # 7
Não menosprezando o trabalho revolucionário dos homens, hoje trago à Eira "pessoas bonitas" que são mulheres do Couço.
Trago-vos mulheres que lutaram activamente pela jornada de oito horas nos campos do Alentejo.
Trago-vos:
Madalena Henriques
Maria da Conceição Figueiredo
Maria Galveias
Maria Rosa Viseu
Custódia Chibante
Olímpia Brás
Deixo cá também um relato de Maria Rosa Viseu, de um episódio de luta bem sucedido:
"Naquele tempo trabalhávamos de sol a sol. Saiamos de casa de noite, entrávamos em casa de noite.Outras vezes trabalhávamos de empreitada. Chegávamos ao trabalho os manageiros talhavam as empreitadas, quando as acabávamos íamos para casa. O patrão para quem nós trabalhávamos, não deixava o manageiro talhar as empreitadas, era ele que as talhava. Talhava-as muito grandes que nós quase nunca as acabávamos. Era ele que ia sempre despegar-nos do trabalho. Começámos a ver que o patrão nos queria enganar.Nenhuma de nós tinha relógio. Começamos a guiar-nos pela camioneta da carreira, que passava sempre às 5 h da tarde, era branca, toda branca, pensámos que não podíamos trabalhar mais tempo. Uma das mulheres sobe ao cabeço, vê passar a camioneta e diz para as companheiras: - a noiva já lá vai.Uma delas, mais idosa, pergunta ao manageiro: - então não nos despega? Olhe que já são horas!– Não tenho ordens para as despegar!- Ah não? Pois então despegamo – “se” a gente.Ela saltou de dentro do canteiro do arroz para o “combro” (parede de suporte de terreno em socalco) e 70 mulheres fizeram o mesmo e viemos para casa.No outro dia, ao nascer do sol, lá estava o patrão e nós negociamos com ele. Se não nos viesse despegar a horas, não trabalhávamos mais. O arroz estava cravadinho de erva. O patrão, como precisava da gente, concordou.Foi sempre assim, tínhamos de lutar por tudo, até para ter a cozinha à sombra. O patrão queria que a cozinha ficasse o mais perto do trabalho, para não perdermos tempo no caminho. Não se importava que comêssemos ao sol ou à sombra. Sofremos muito!"
Levadas pela PIDE, espancadas e torturadas por lutarem pelo direito à família, ao descanso, ao convívio, à recompensa do seu trabalho, à igualdade, à dignidade ao fim ao cabo.
Eram todas operárias agrícolas do Couço. Todas menos letradas do que quase toda a população portuguesa, mas com consciência de classe e com a certeza de que tinham direitos e tinham razão! Todas muito mais sabedoras do que a maioria da população portuguesa!
São todas "pessoas bonitas". São lindas!
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
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65 anos da FMJD
Há uns dias lembrei que a Federação Mundial da Juventude Democrática fazia 66 anos.
Hoje convido a que passem os olhos sobre a exposição do 65º aniversário da mesma organização.
Está aqui: http://www.wfdy.org/wp-content/uploads/2011/11/65years_expoweb.pdf
Pequenas delícias da nossa Constituição # 14
"1. Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, têm direito:
a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna;
b) A organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar;
c) A prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde;
d) Ao repouso e aos lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a férias periódicas pagas;
e) À assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego;
f) A assistência e justa reparação, quando vítimas de acidente de trabalho ou de doença profissional."
17.11.11
Pessoas bonitas # 6
Quebrando a linhagem masculina que dominou as primeiras 5 pessoas bonitas aqui da Eira, hoje surge uma mulher. A Virgínia Moura.
Foi a primeira engenheira civil portuguesa e impedida de exercer na função pública por se opôr à ditadura.
Estudou Matemáticas e frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Era uma intelectual activa; foi presa políticamente 16 vezes e passou a sua vida a lutar pela transformação social.
Para conhecer um pouco mais da sua vida sugiro a leitura do seu livro "Virginia Moura, mulher de Abril - Álbum de Memórias". Para saber mais em pouco tempo sugiro a leitura deste documento.
Virgínia Moura foi imparável na luta pela melhoria de todas as nossas vidas.
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
Foi a primeira engenheira civil portuguesa e impedida de exercer na função pública por se opôr à ditadura.
Estudou Matemáticas e frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Era uma intelectual activa; foi presa políticamente 16 vezes e passou a sua vida a lutar pela transformação social.
Para conhecer um pouco mais da sua vida sugiro a leitura do seu livro "Virginia Moura, mulher de Abril - Álbum de Memórias". Para saber mais em pouco tempo sugiro a leitura deste documento.
Virgínia Moura foi imparável na luta pela melhoria de todas as nossas vidas.
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
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Pessoas bonitas # 5
Pois foi, o Samuel Quedas, no Cantigueiro antecipou-se-me e fez um excelente post sobre o António Gervásio.
Não deixa de ser uma "pessoa bonita", só que eu tenho menos trabalho!
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
Não deixa de ser uma "pessoa bonita", só que eu tenho menos trabalho!
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
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15.11.11
Pessoas bonitas # 4
Como andei por fora nos últimos, tenho muitas pessoas bonitas que já deviam estar por cá.
Vou começar pelo reconhecidíssimo matemático Bento de Jesus Caraça.
Bento de Jesus Caraça nasceu em 1901 e faleceu muito cedo, em 1948, mas não se pense que fez pouco.
Além de ser professor universitário participou em diversas publicações, das quais distingo a Gazeta da Matemática, a Seara Nova e a Vértice; fundou a Biblioteca Cosmos da qual foi o único director;
Vou começar pelo reconhecidíssimo matemático Bento de Jesus Caraça.
Bento de Jesus Caraça nasceu em 1901 e faleceu muito cedo, em 1948, mas não se pense que fez pouco.
Além de ser professor universitário participou em diversas publicações, das quais distingo a Gazeta da Matemática, a Seara Nova e a Vértice; fundou a Biblioteca Cosmos da qual foi o único director;
Militante anti-fascista e do Partido Comunista Português, participa activamente na Liga Portuguesa contra a Guerra e o Fascismo e no Socorro Vermelho Internacional. É co-fundador do MUNAF, em 1943, e do MUD, em 1945. É preso pela PIDE e demitido do seu lugar de professor catedrático do I.S.C.E.F., em Outubro de 1946.
Entre os seus escritos mais conhecidos está a conferência, a Cultura Integral do Indivíduo - Problema Central do Nosso Tempo.
Mais uma pessoa bonita que vem embelezar a Eira e, com o seu exemplo, chamar à participação na Greve Geral.
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
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10.11.11
Pessoas bonitas # 3
Quando ontem pensei numa "pessoa bonita" para vos trazer hoje não foi por esta que efectivamente trago que me decidi. Mas hoje dei conta que tenho motivo acrescido para trazer à Eira a pessoa bonita que foi (é) o Álvaro Cunhal.
Faz hoje 98 anos nasceu, em Coimbra (embora isso seja mais ou menos irrelevante) Álvaro Cunhal.
Dedicou toda a sua vida consciente (ninguém tem, nem deve ter que ter, consciência política na infância) à construção de uma sociedade que acreditava (e eu também) ser bem melhor do que aquela em que vivemos.
Lutou cá e no estrangeiro. Foi preso, torturado, exilou-se, regressou, ajudou a construir um Portugal novo e um Mundo novo também.
Foi um ser humano formado integralmente, na política, na cultura, nas artes, com o seu interesse e análise também na ciência.
Deixou-nos análises políticas impressionantes de tão correctas nas previsões e tão fundamentadas que passariam o crivo de qualquer das melhores revistas científicas do mundo. Escreveu ficção e desenhou.
Mas sobretudo, trabalhou sistematica e altruísticamente pelo colectivo nacional, sem vaidades (tantas e tantas vezes pondo em risco bem para além do bem-estar, a sua integridade física e vida), olhando sempre para a frente, preparando sempre o Futuro, sem nostalgias nem frustrações que deitassem por terra a sua firmeza ideológica.
Álvaro Cunhal foi, sem dúvida, dos mais inteligentes portugueses do século XX (e se calhar isto é dizer pouco) e dos mais generosos e patrióticos também. É, sem dúvida nenhuma, uma "pessoa bonita" extremamente bonita.
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
Nota: Há mais quem se lembre dele com saudade e admiração (sugestão e sugestão)
Faz hoje 98 anos nasceu, em Coimbra (embora isso seja mais ou menos irrelevante) Álvaro Cunhal.
Dedicou toda a sua vida consciente (ninguém tem, nem deve ter que ter, consciência política na infância) à construção de uma sociedade que acreditava (e eu também) ser bem melhor do que aquela em que vivemos.
Lutou cá e no estrangeiro. Foi preso, torturado, exilou-se, regressou, ajudou a construir um Portugal novo e um Mundo novo também.
Foi um ser humano formado integralmente, na política, na cultura, nas artes, com o seu interesse e análise também na ciência.
Deixou-nos análises políticas impressionantes de tão correctas nas previsões e tão fundamentadas que passariam o crivo de qualquer das melhores revistas científicas do mundo. Escreveu ficção e desenhou.
Mas sobretudo, trabalhou sistematica e altruísticamente pelo colectivo nacional, sem vaidades (tantas e tantas vezes pondo em risco bem para além do bem-estar, a sua integridade física e vida), olhando sempre para a frente, preparando sempre o Futuro, sem nostalgias nem frustrações que deitassem por terra a sua firmeza ideológica.
Álvaro Cunhal foi, sem dúvida, dos mais inteligentes portugueses do século XX (e se calhar isto é dizer pouco) e dos mais generosos e patrióticos também. É, sem dúvida nenhuma, uma "pessoa bonita" extremamente bonita.
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
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Aniversários importantes
Hoje fazem anos duas organizações que muito prezo.
A que me é mais próxima (geográficamente e a nível de história pessoal): a Juventude Comunista Portuguesa.
Não me vou alongar sobre ela (já o fiz em há dois anos) quero só assinal os 32 anos da JCP e saudar o seu grande trabalho de organização da Juventude portuguesa e de solidariedade e cooperação internacionais.
A mais abrangente (embora menos próxima): a Federação Mundial da Juventude Democrática.
Convido a que visitem a página web da FMJD para que percebam um pouco mais do trabalho, do alcance e da importância desta organização mundial.
Formou-se em 1945, à saída da II Guerra Mundial e em 66 anos de História não degenerou apesar das pressões e dificuldades crescentes contra a sua natureza democrática e solidária; de comunhão e luta; de organização e alegria (ou não fosse ela uma organização de juventude) e, claro, pacífica e anti-imperialista (passo a redundância).
A FMJD organiza o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, que teve a sua última edição em Dezembro de 2010 na África do Sul sob o lema "Derrotemos o imperialismo, por um mundo de paz, solidariedade e transformação social"
Decorre esta semana, em Lisboa, na sede da Voz do Operário a 18ª Assembleia da FMJD que termina com um Comíicio-Festa também na Voz do Operário.
Parabéns às duas!
A que me é mais próxima (geográficamente e a nível de história pessoal): a Juventude Comunista Portuguesa.
Não me vou alongar sobre ela (já o fiz em há dois anos) quero só assinal os 32 anos da JCP e saudar o seu grande trabalho de organização da Juventude portuguesa e de solidariedade e cooperação internacionais.
A mais abrangente (embora menos próxima): a Federação Mundial da Juventude Democrática.
Convido a que visitem a página web da FMJD para que percebam um pouco mais do trabalho, do alcance e da importância desta organização mundial.
Formou-se em 1945, à saída da II Guerra Mundial e em 66 anos de História não degenerou apesar das pressões e dificuldades crescentes contra a sua natureza democrática e solidária; de comunhão e luta; de organização e alegria (ou não fosse ela uma organização de juventude) e, claro, pacífica e anti-imperialista (passo a redundância).
A FMJD organiza o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, que teve a sua última edição em Dezembro de 2010 na África do Sul sob o lema "Derrotemos o imperialismo, por um mundo de paz, solidariedade e transformação social"
Decorre esta semana, em Lisboa, na sede da Voz do Operário a 18ª Assembleia da FMJD que termina com um Comíicio-Festa também na Voz do Operário.
Parabéns às duas!
9.11.11
Pessoas bonitas # 2
A próxima personagem que quero lembrar como "pessoa bonita" do nosso país é uma das mais caluniadas e apagadas na nossa História recente.
A "pessoa bonita" lembrada e homenageada hoje na Eira é o Coronel Costa Martins.
O coronel Costa Martins não foi "só" um dos capitães de Abril, foi quem sozinho tomou o Aeroporto de Lisboa num dos mais arriscados (e necessários) bluffs de que alguma vez ouvi falar.
Para conhecer a biografia do Coronel Costa Martins e o seu papel tanto no 25 de Abril de 1974 como no 25 de Novembro de 1975 convido a que visitem este post do blog Reflexos da Vida (de onde também "roubei" a fotografia no nosso Coronel).
A biografia que sugiro só peca por omissão do período em que Costa Martins foi Ministro do Trabalho dos Governos Provisórios do General Vasco Gonçalves (a nossa pessoa bonita #1).
É bom lembrar que foi nos governos em que Vasco Gonçalves era 1º Ministro e Costa Martins Ministro do Trabalho que o nosso povo alcançou as maiores conquistas no plano dos direitos laborais de que há História.
Costa Martins teve também parte activa na "Campanha Mobilizadora de Sentimentos Nobres da População Activa" conhecida por "Dia do Salário para a Nação". Este foi um dos temas que usaram para o caluniar. Particularmente António Arnault, deputado do PS a 15 de Janeiro de 1976, na Assembleia Constituinte acusou Costa Martins de se ter apropriado indevidamente de dinheiro proveniente de dita campanha.
Este assunto só foi esclarecido na década de 80 e por inicativa do próprio Coronel, tendo sido ilibado de todas as acusações.
Costa Martins é provavelmente das mais maltratadas das nossas "pessoas bonitas". Depois de ter um papel fulcral na libertação do nosso povo da ditadura e na construção da liberdade de que todos usufruímos foi obrigado a exilar-se na sequência do 25 de Novembro e durante mais de 2 anos.
A sua carreira militar foi reconstruída muitos anos mais tarde, na sequência de um processo judicial que moveu contra o Estado. Viu então considerada a sua antiguidade, sendo promovido a Coronel. Em 1996 passa à reserva e em 2000 à situação de reforma.
Faleceu a 6 de Março de 2010 num desastre de aviação.
O Coronel Costa Martins é uma das mais bonitas destas "pessoas bonitas" da Eira. Levou uma vida inteira a lutar pelo colectivo nacional (e a sofrer as consequências de o fazer). Façamos nós agora a nossa parte.
Dia 24 de Novembro é dia de Greve Geral!
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