13.5.14
Dia 25 de Maio Vota CDU!
O tempo de antena da CDU, transmitido a 12 de Maio de 2014.
Porque os nossos, são bonitos, não fingem que são.
Porque os nossos, mais que bonitos são integros.
Porque os nossos assumem o compromisso.
Porque os nossos dão a cara pelo Povo e pelo País.
Porque os nossos vão em frente na luta, mesmo quando têm medo.
Porque os nossos são confiáveis.
E sobretudo,
Porque os nossos são mesmo, mesmo... nossos!
E claro, porque a Joana Manuel tem uma excelente colocação de voz e porque aquele sorrisinho final do Jerónimo quando diz "com toda a confiança" é uma delícia!
Dia 25 Vota CDU!
7.5.14
Chama-lhe "espírito cosmopolita" chama
Segundo notícia do DN Passos Coelho foi passear ao Museu dos Descobrimentos.
Deixo por agora de parte justificadas considerações sobre o facto de chamarmos "Descobrimentos" ao período de tempo que os Povos que "descobrimos" chamam "Colónia".
Prefiro concentrar-me numa ideia que o Primeiro Ministro expressou:
"O primeiro-ministro português disse que Portugal precisa ainda de atrair mais turistas, reencontrar o "espírito cosmopolita" que levou os portugueses aos quatro cantos do mundo"
Claramente o chefe do governo desconhece os discos do Fausto sobre a expansão marítima. Ou mesmo o Auto da Pimenta (Rui Veloso/Carlos Tê). Se conhecesse já teria descoberto que não foi "espírito cosmopolita", não!
Foi Fome, mesmo!
E dessa motivação já temos bem mais do que suficiente no nosso País! É o que continua a provocar a sangria de gente que todos os dias se despede da família e dos amigos. E aí Pedro Passos Coelho e seus companheiros algozes (leia-se PPD-PSD, PS e CDS-PP todinhos sem excepção, Manuel Alegre incluído) têm muitas, senão todas as culpas no cartório!
Dia 25 Vota CDU!
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6.5.14
Nem surpresas nem sustos
De acordo com o DN:
"A ministra das Finanças garantiu hoje, em Bruxelas, que a carta de intenções para o Fundo Monetário Internacional (FMI), no quadro da conclusão do programa, "não tem surpresas nem sustos", sendo apenas um reafirmar de compromissos já conhecidos dos portugueses."
Pois não, não tem surpresas nem sustos. É só mais do inferno em que nos vêm transformando as vidas há vários anos!
Dia 25 Vota CDU!
1.5.14
Maio é Luta!
Em Portugal Abril confunde-se com Maio.
Com Abril nasce tudo o que Maio afirma.
Porque,
"Contra tudo o que era velho
Levantado como um punho
Em Maio surgiu vermelho
O cravo do mês de Junho!"
-JCAry dos Santos
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Acham que o Canadá é um país civilizado?
Em muitas coisas sim. As pessoas são habitualmente simpáticas, pedem desculpa se dão conta que estavam a estorvar e essas coisas geralmente apreciadas na convivência.
Mas...
o 1º de Maio não é feriado. Labour day é em Setembro, em data móvel, assim como nos Estados Unidos da América.
Não é que a comemoração do Dia do Trabalhador faça com que um país seja ou deixe de ser civilizado, mas é um indicador considerável da importância que os direitos laborais assumem nele.
Ainda assim algumas considerações devem ser feitas.
Bem antes do massacre de Haymarket a 4 de Maio de 1886; onde a polícia matou 4 trabalhadores em luta pela jornada de 8 horas em Chicago, e que é motivo para a instauração do 1º de Maio como Dia internacional do Trabalhador; lutas sindicais cresciam em Toronto.
Os tipógrafos lutavam em 1872 pela jornada de 9 horas e a 25 de Março fizeram greve parando toda a imprensa de Toronto. Os tipógrafos obtiveram o apoio de outros trabalhadores e a 15 de Abril dois mil trabalhadores manifestaram-se iniciando uma marcha até Queen's Park. Pelo caminho a marcha foi engrossando e quando chegou ao destino contava 10 mil participantes (um décimo da população da cidade).
A constituição de sindicatos era proíbida e as retaliações rapidamente se fizeram sentir, mas a batalha foi ganha. O primeiro-ministro John Macdonald legalizou os sindicatos e os líderes foram soltos das cadeias.
Claro que não foi assim tão simples (nunca é), muita gente perdeu o emprego, mas a luta estendeu-se ao resto do país e a jornada de 9 horas acabou por ser ganha.
A manifestação de 15 de Abril repetiu-se nos anos seguintes e, por pressão popular o primeiro ministro Sir John Thompson declarou, em 1894, Labour Day feriado nacional.
A modificação de data ocorre mais tarde e faz com que o Dia do Trabalhador seja confundido como uma última celebração do Verão (lá se vai a civilização), mas há que reconhecer importância aos tipógrafos deToronto nas lutas pelos direitos laborais. Não hão de ter tido pouca importância na inspiração das lutas nos EUA que levam à instauração do 1º de Maio como Dia Internacional do Trabalhador.
Parece que tudo acontece em Abril, não é?
PS: Hoje foi a primeira vez que fui trabalhar no 1º de Maio e, francamente, espero bem que a última!
Mas...
o 1º de Maio não é feriado. Labour day é em Setembro, em data móvel, assim como nos Estados Unidos da América.
Não é que a comemoração do Dia do Trabalhador faça com que um país seja ou deixe de ser civilizado, mas é um indicador considerável da importância que os direitos laborais assumem nele.
Ainda assim algumas considerações devem ser feitas.
Bem antes do massacre de Haymarket a 4 de Maio de 1886; onde a polícia matou 4 trabalhadores em luta pela jornada de 8 horas em Chicago, e que é motivo para a instauração do 1º de Maio como Dia internacional do Trabalhador; lutas sindicais cresciam em Toronto.
Os tipógrafos lutavam em 1872 pela jornada de 9 horas e a 25 de Março fizeram greve parando toda a imprensa de Toronto. Os tipógrafos obtiveram o apoio de outros trabalhadores e a 15 de Abril dois mil trabalhadores manifestaram-se iniciando uma marcha até Queen's Park. Pelo caminho a marcha foi engrossando e quando chegou ao destino contava 10 mil participantes (um décimo da população da cidade).
A constituição de sindicatos era proíbida e as retaliações rapidamente se fizeram sentir, mas a batalha foi ganha. O primeiro-ministro John Macdonald legalizou os sindicatos e os líderes foram soltos das cadeias.
Claro que não foi assim tão simples (nunca é), muita gente perdeu o emprego, mas a luta estendeu-se ao resto do país e a jornada de 9 horas acabou por ser ganha.
A manifestação de 15 de Abril repetiu-se nos anos seguintes e, por pressão popular o primeiro ministro Sir John Thompson declarou, em 1894, Labour Day feriado nacional.
A modificação de data ocorre mais tarde e faz com que o Dia do Trabalhador seja confundido como uma última celebração do Verão (lá se vai a civilização), mas há que reconhecer importância aos tipógrafos deToronto nas lutas pelos direitos laborais. Não hão de ter tido pouca importância na inspiração das lutas nos EUA que levam à instauração do 1º de Maio como Dia Internacional do Trabalhador.
Parece que tudo acontece em Abril, não é?
PS: Hoje foi a primeira vez que fui trabalhar no 1º de Maio e, francamente, espero bem que a última!
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30.4.14
Bob Hoskins aka Eddie Valiant
Eu sei que ele fez uma data de outros filmes excelentes, mas "Who framed Roger Rabbit?" continua a ser o meu favorito. É ainda um dos meus filmes favoritos, ainda não me cansei de o ver e duvido muito que alguma vez me canse.
É, de facto, um privilégio ter partilhado o Mundo com o Bob Hoskins.
É, de facto, um privilégio ter partilhado o Mundo com o Bob Hoskins.
25.4.14
"Seremos muitos, seremos alguém"
Enquanto há Força
José Afonso
Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também
Levanta o braço
Faz dele uma barra
Que venha a brisa
Lavar-nos a cara
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também
Levanta o braço
Faz dele uma barra
Que venha a brisa
Lavar-nos a cara
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também
24.4.14
Nos 40 anos do 25 de Abril
João Abel Manta
40 anos é muito tempo! A Revolução fazer 40 anos quer dizer que metade da população não a viveu e não sabe, senão por relatos, o que ela significou. Claro que também quer dizer que metade da população viveu a Revolução e o fascismo antes dela, mesmo que muitos fossem muito novos para saberem bem o que era isso de fascismo. Sobretudo num tempo em que era proíbido falar dessas coisas a não ser que fosse para dar vivas.
Mas os que eram novinhos lembrar-se-ão, pelo menos da escola onde ao bom aluno se ordenava que desse as reguadas ao mau aluno, outros lembrar-se-ão de não terem escola. de andarem descalços e mal vestidos.
E aposto que também deram conta da mudança que foi a Escola de Abril, o Serviço Nacional de Saúde, a Segurança Social, o Salário Mínimo Nacional, o direito ao trabalho. O reconhecimento do direito à Dignidade, enfim.
João Abel Manta
Eu nasci 10 anos depois do 25 de Abril. Tive excelentes cuidados de saúde, bons estudos na escola pública, fui bem alimentada... Resumindo, tive direito ao que as crianças e os jovens devem ter direito para se tornarem adultos úteis à sociedade. Tudo isto em boa medida graças ao 25 de Abril e ao 5º Governo Provisório.
Eu, que nasci tarde demais para ver o Golpe de Estado e o PREC, ainda vivi a Revolução, tive direito aos seus frutos.
Como neste Mundo a auto-determinação parece ser um crime punível pelo Direito Internacional vou deixando de viver a Revolução. Todos os dias se perde um bocadinho, o 25 de Novembro do Vasco Lourenço (e outros ilustres da nossa sociedade) é como aqueles medicamentos de acção prolongada, vai fazendo efeito ao longo do tempo. Foram as taxas moderadoras na Saúde, a Lei Barreto e o fim da Reforma Agrária, as propinas na Educação, os cortes nos salários e nas pensões, o aumento do horário de trabaho, o quadro de excedentes, a mobilidade especial, os falsos recibos verdes, as bolsas em vez de contratos na Ciência e tantas outras coisas. A Soberania que conquistámos e afirmámos no 25 de Abril de 74 penhorámo-la quando entrámos CEE e depois para o Euro e vendêmo-la finalmente à Troika.
Este aniversário de Abril é o mais estranho que presenciei.
Nos 40 anos do 25 de Abril (data redondinha) o capital e respectivos serviçais, geralmente tão bons a ignorá-lo decidiram pô-lo a render. E é ver o Público a vender os livros proíbidos do fascismo, a
Visão com suplementos especiais (e só bons autores, nada suspeitos!), a RTP com programas sobre os retornados (coitadinhos dos retornados, sempre!), enfim... É um rol de vampiros (como os do Zeca) a sugarem a seiva do pobre cravo.
É caso para dizer que "Cravo vermelho ao peito a muitos fica bem"!
Por isso é tão importante celebrar Abril!
Não é por saudosismo, não é nostalgia, não! É necessidade e direito!
Para mostrarmos a quem nos rouba que não aceitamos ser roubados!
Porque somos um Povo de Abril e que o havemos de fazer de novo!
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
in As portas que Abril abriu
JCAry dos Santos
P.S.:E aí que tenha cuidado esse bando de pulhas que nos tem desgovernado, que vai ser a doer!
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23.4.14
Um cravo de Janeiro
Ana Martins, Coimbra, Janeiro 2013
Um cravo de Janeiro. Porque os cravos vermelhos florescem no mais frio dos invernos desde que nos esforcemos.
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4.3.14
Uma alegria fugaz
Quando vejo as notícias sobre o Carnaval por esse Brasil afora e algumas festividades do Entrudo cá em Portugal lembro-me sempre de uma canção do Chico Buarque: Vai Passar.
E lembro-me daquela passagem em particular que diz:
"E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval"
Pois é, mas por cá os trabalhadores da administração pública e uma boa parte dos trabalhadores do sector privado não tiveram direito a essa "alegria fugaz".
Quando, há dois anos, nos tiraram a tolerância de ponto, eu que trabalho sem vínculo juridico-laboral, fiz questão de ir disfarçada e hoje fui outra vez
É uma tradição de origens e presença mais antigas que o Natal, no nosso país e não tem direito a feriado, nem tolerância de ponto.
O PCPapresentou um projecto de lei pela reposição dos feriados roubados e estabelecendo como feriado nacional a Terça-feira de Carnaval. O PCP porque é, claramente, o partido do Povo, no trabalho, no lazer, na inovação e renovação e nno respeito pelas nossas raízes.
Para que fique claro, o Entrudo é a melhor festa do ano!
E lembro-me daquela passagem em particular que diz:
"E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval"
Pois é, mas por cá os trabalhadores da administração pública e uma boa parte dos trabalhadores do sector privado não tiveram direito a essa "alegria fugaz".
Quando, há dois anos, nos tiraram a tolerância de ponto, eu que trabalho sem vínculo juridico-laboral, fiz questão de ir disfarçada e hoje fui outra vez
É uma tradição de origens e presença mais antigas que o Natal, no nosso país e não tem direito a feriado, nem tolerância de ponto.
O PCPapresentou um projecto de lei pela reposição dos feriados roubados e estabelecendo como feriado nacional a Terça-feira de Carnaval. O PCP porque é, claramente, o partido do Povo, no trabalho, no lazer, na inovação e renovação e nno respeito pelas nossas raízes.
Para que fique claro, o Entrudo é a melhor festa do ano!
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28.1.14
Pessoas bonitas #11 - Pete Seeger
Hoje soube que o Pete Seeger tinha morrido aos 94 anos.
Estava no laboratório e até disse uma asneira alto.
A maioria das pessoas com quem comentei isto não percebeu porque é que ganhei tristeza que me dure pelo menos o resto da semana, mas mais do que admirar o Pete Seeger eu tenho, de facto, um carinho muito grande por esse senhor.
Não quero (pelo menos agora) fazer um resumo bibliográfico de um dos maiores folcloristas do Mundo.
Nem pretendo falar do homem das muitas e muito justas causas que espalhava a mensagem com canções ao vento, sempre do lado certo da barricada.
Sugiro que ouçam o homem que era capaz de pôr qualquer um a cantar com ele e que não gostava de cantar sozinho, gostava de fazer parte do coro. O homem que cantou tantos (e foi cantado por outros tantos) e para tantos; que começou por tocar cavaquinho e que me ensinou a gostar de ouvir banjo.
Ouçam, por exemplo os episódios do "Rainbow quest" (programa do Pete Seeger na televisão em 1965),onde tudo é explicado com aquele tom tranquilo (mas nunca desapaixonado) de quem explica o que é claro, tão claro que certamente tu vais perceber e não serão precisas exaltações.
Se, como eu não o puderam ouvir quando esteve em Lisboa, no Pavilhão dos Desportos, em 1983 desfrutem das gravações...
Resta-me dizer que tomo como uma ofensa pessoal que tenha morrido sem eu o conhecer.
Aliás, o Pete Seeger faz parte desse clube de pessoas que não é suposto desaparecerem; não lhes demos autorização para se irem embora.
Digo-vos mais, tenho a firme convicção de que a Terra anda mais devagar agora do que andava no Domingo, na falta do empurrão do Pete.
Estava no laboratório e até disse uma asneira alto.
A maioria das pessoas com quem comentei isto não percebeu porque é que ganhei tristeza que me dure pelo menos o resto da semana, mas mais do que admirar o Pete Seeger eu tenho, de facto, um carinho muito grande por esse senhor.
Não quero (pelo menos agora) fazer um resumo bibliográfico de um dos maiores folcloristas do Mundo.
Nem pretendo falar do homem das muitas e muito justas causas que espalhava a mensagem com canções ao vento, sempre do lado certo da barricada.
Sugiro que ouçam o homem que era capaz de pôr qualquer um a cantar com ele e que não gostava de cantar sozinho, gostava de fazer parte do coro. O homem que cantou tantos (e foi cantado por outros tantos) e para tantos; que começou por tocar cavaquinho e que me ensinou a gostar de ouvir banjo.
Ouçam, por exemplo os episódios do "Rainbow quest" (programa do Pete Seeger na televisão em 1965),onde tudo é explicado com aquele tom tranquilo (mas nunca desapaixonado) de quem explica o que é claro, tão claro que certamente tu vais perceber e não serão precisas exaltações.
Se, como eu não o puderam ouvir quando esteve em Lisboa, no Pavilhão dos Desportos, em 1983 desfrutem das gravações...
Resta-me dizer que tomo como uma ofensa pessoal que tenha morrido sem eu o conhecer.
Aliás, o Pete Seeger faz parte desse clube de pessoas que não é suposto desaparecerem; não lhes demos autorização para se irem embora.
Digo-vos mais, tenho a firme convicção de que a Terra anda mais devagar agora do que andava no Domingo, na falta do empurrão do Pete.
10.1.14
A aplicabilidade das canções
Com uma frequência entristecedoramente baixa a televisão traz-me boa surpresas.
Hoje apareceu-me a canção do Pete Seeger "Turn, turn, turn" na versão dos Birds.
Isso lembrou-me o Pete Seeger e fui ouvir uma coisinhas. Tropecei numa canção que ouvi a primeira vez na voz de um cantor escocês (O Dick Gaughan) "Waist Deep in the Big Muddy".
Foi escrita em plena guerra do Vietnam.
Infelizmente lembro-me da penúltima estrofe sempre que ouço notícias sobre o Iraque, o Afganistão, a Síria ou mesmo sobre o Orçamento de Estado ou o Orçamento retificativo no nosso país.
Deixo-vos o vídeo e a letra.
Hoje apareceu-me a canção do Pete Seeger "Turn, turn, turn" na versão dos Birds.
Isso lembrou-me o Pete Seeger e fui ouvir uma coisinhas. Tropecei numa canção que ouvi a primeira vez na voz de um cantor escocês (O Dick Gaughan) "Waist Deep in the Big Muddy".
Foi escrita em plena guerra do Vietnam.
Infelizmente lembro-me da penúltima estrofe sempre que ouço notícias sobre o Iraque, o Afganistão, a Síria ou mesmo sobre o Orçamento de Estado ou o Orçamento retificativo no nosso país.
Deixo-vos o vídeo e a letra.
Waist Deep in the Big Muddy
Pete Seeger
It was back in 1941.
I was a member of a good platoon.
We were on maneuvers in Lou'siana one night
By the light of the moon.
The Captain told us to ford a river.
That's how it all begun.
We were knee deep in the Big Muddy,
And the big fool said to push on.
The Sergeant said, "Sir, are you sure
This is the best way back to the base?"
"Sergeant, go on, I've forded this river
About a mile above this place.
It'll be a little soggy, but just keep sloggin'.
We'll soon be on dry ground."
We were waist deep in the Big Muddy,
And the big fool said to push on.
The Sergeant said, "Sir, with all this equipment,
No man will be able to swim."
"Sergeant, don't be a Nervous Nelly,"
The Captain said to him.
"All we need is a little determination.
Men, follow me. I'll lead on."
We were neck deep in the Big Muddy,
And the big fool said to push on.
All at once the moon clouded over.
We heard a gurglin' cry.
A few seconds later the Captain's helmet
Was all that floated by.
The Sergeant said, "Turn around, men.
I'm in charge from now on."
And we just made it out of the Big Muddy
With the Captain dead and gone.
We stripped and dived and found his body
Stuck in the old quicksand.
I guess he didn't know that the water was deeper
Then the place he'd once before been.
Another stream had joined the Big Muddy
About a half mile from where we'd gone.
We were lucky to escape from the Big Muddy
When the big fool said to push on.
Now I'm not going to point any moral —
I'll leave that for yourself.
Maybe you're still walking, you're still talking,
You'd like to keep your health.
But every time I read the papers, that old feeling comes on,
We're waist deep in the Big Muddy
And the big fool says to push on.
Waist deep in the Big Muddy,
The big fool says to push on.
Waist deep in the Big Muddy,
The big fool says to push on.
Waist deep, neck deep,
Soon even a tall man will be over his head.
We're waist deep in the Big Muddy,
And the big fool says to push on.
-Pete Seeger
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22.12.13
Céus! #14
(Ana Martins, Bom Jesus, Braga, Abril 2013)
"Pára-raios na Igreja
é para mostrar aos ateus
que o crente, por mais que o seja,
não tem confiança em Deus!"
é para mostrar aos ateus
que o crente, por mais que o seja,
não tem confiança em Deus!"
- António Aleixo
1.11.13
Os Santos e as campas
Nunca fui particularmente adepta de oferecer flores aos mortos, sempre me pareceu um considerável desperdício. Mesmo aquela portuguesa romagem aos cemitérios no primeiro de Novembro sempre me pareceu vagamente artificial. Ou seja, sempre a achei mais para fora que para dentro.
Vamos ao cemitério, carregados de flores (os ramos que sabemos que são precisos, mais a meia dúzia de flores extra para o caso de ser preciso tratar de uma campa que não estava no plano inicial), o garrafão da água, a tesoura de podar, o trapo para limpar o vaso ou a pedra, o saquito de plástico para os lixos.
Tentamos despachar a coisa mais ou menos depressa, não que não tenhamos gostado muito das pessoas que agora são os "nossos" mortos e não que não acarinhemos as memórias bonitas que temos delas e com elas, mas há coisas de vivos para tratar e essas (com muita justiça) são mais prementes.
Pelo caminho vemos pessoas que só encontramos nesse dia do ano e nesse local (o cemitério entenda-se). Pessoas de quem não gostamos particularmente, mas que cumprimentamos como pessoas educadas que somos. Damos uns beijinhos, sentimos a cara vagamente suja de maquilhagem ou só suor (sim, mesmo em Novembro), esperamos que as pessoas não estejam a olhar para nós para limparmos a cara com a mão e lá vamos à nossa vida que, durante esse bocado desse dia, é dedicada aos mortos. Essas pessoas, que sentem por nós o mesmo que nós por elas, pensam: "Vá lá, vá lá! Não páram por cá muito mas sempre vieram dar um jeito na campa da _____(acrescentar relação de parentesco adequada)".
Então paramos ao pé da primeira das "nossas" campas e limpamos a pedra e/ou o vaso, tiramos os restos de flores mortas, o pó, a água choca e as lesmas. Tiramos também o lixo que se vai acumulando, algum resto de vela de um familiar mais crente que nós (e que os "nosso" morto). Cortamos os pés das flores do ramo à medida certa (se correr bem) pomos no vaso, deitamos água para elas se aguentarem melhor (não que alguém as vá ver se não no próprio dia, mas enfim) e seguimos para a campa seguinte, das "nossas".
Depois das "nossas" campas confirmamos se as que são só meias "nossas" estão arranjadas; fazemos o jeito de tratar da campa de um morto meio-"nosso" se o primo que lhe correspondia não pôde vir e assim as pessoas do parágrafo acima podem pensar dele o mesmo que de nós.
No fim de tudo isto metêmo-nos no carro de volta (mais leves em flores e água) e vamos à parte que realmente interessa do dia. Passar a tarde com os vivos. Aqueles de quem moramos mais longe do que gostaríamos e que vemos muito menos do que deveríamos.
Eu não gosto do nosso ritual externo do culto dos mortos, mas sei que é a forma de todos os anos, pelo menos uma vez, lancharmos juntos os vivos (senão todos, mais uns quantos do que é costume) e lembrarmo-nos dos que já não se sentam à mesa mas fazem parte da nossa história, de quem fomos e somos. É no dia de Todos os Santos que mais provável é eu ter um sorriso igualzinho ao do tio Não-sei-das-quantas "já não o conheceste, mas és mesmo parecida" ou ouvir contar "daquela vez que fomos todos ao Sto António da Neve, ainda o João não era nascido".
Verdade, verdadinha é quando é mais provável que os nossos idos mais queridos venham sentar-se connosco à mesa.
Por isso é que é tão vil roubar-nos o feriado no Dia de Todos os Santos, porque é quererem roubar-nos do convívio dos vivos e a memória dos mortos.
Mas deve fazer parte, afinal roubando-nos a memória é mais fácil roubarem-nos o salário e fazerem-nos trabalhar de graça. É o que estamos a fazer hoje: trabalhar de graça.
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11.9.13
11 de Setembro
Ou "há 40 anos no Chile".
Há 40 anos no Chile ocorria o culminar da acção da CIA para acabar com a "ameaça marxista nas Américas".
Tentaram de tudo:greves de tranportes subornadas em dólares americanos; jornais comprados na mesma moeda; açambarcamento de bens de primeira necessidade; ricas donas de casa a pegarem em testos pela primeira vez para os virem bater para a rua; assassinato do comandante em chefe das forças armadas por ser fiel à constituição e ao Povo. Enfim tudo.
Mas nada parecia quebrar a força de um Povo que tinha decidido que tinha direito a sê-lo; que tinha decidido construir e fazer crescer o país, tomando conta da sua produção agrícola e industrial e fazendo cultura. Um Povo que tinha decidido ser Futuro e era exemplo (e que perigoso que é o exemplo!).
Por isso e porque Kissinger não percebia porque precisava de ficar parado a ver um país tornar-se comunista devido à irresponsabilidade do seu próprio povo ("I don't see why we need to stand by and watch a country go communist due to the irresponsibility of its own people.") foi preciso acabar com aquele país que se levantava e com aquele Povo que se orgulhava de o ser.
Então fez-se um golpe militar, bombardeou-se La Moneda, assassinou-se o presidente e quantos o defendessem. Prenderam-se e torturaram-se dezenas de milhar nos dias seguintes, tranformou-se o estádio nacional em centro de detenção e tortura.
O dia 11 de Setembro de 1973 é um dia negro na História, perderam-se milhares de homens e mulheres dos melhores que o Chile tinha para oferecer ao Mundo. Salvador Allende desde logo, mas também Victor Jara e Pablo Neruda e tantos que nem chegámos a saber quem eram, já nos tinham sido roubados.
A procura do lucro sempre crescente faz isto: rouba-nos do que de mais bonito podíamos ter, ver ou fazer.
Foi isto o 11 de Setembro no Chile, a retaliação do capital contra um Povo que não queria ver-se despojado das suas riquezas por empresas multinacionais de capital estrangeiro; contra um Povo que tinha decidido que a terra era sua, o cobre também e, sobretudo, a decisão e a vida eram suas.
Por este crime hediondo ainda ninguém pagou embora os culpados sejam sobejamente conhecidos.
Não nos peçam que esqueçamos!
Há 40 anos no Chile ocorria o culminar da acção da CIA para acabar com a "ameaça marxista nas Américas".
Tentaram de tudo:greves de tranportes subornadas em dólares americanos; jornais comprados na mesma moeda; açambarcamento de bens de primeira necessidade; ricas donas de casa a pegarem em testos pela primeira vez para os virem bater para a rua; assassinato do comandante em chefe das forças armadas por ser fiel à constituição e ao Povo. Enfim tudo.
Mas nada parecia quebrar a força de um Povo que tinha decidido que tinha direito a sê-lo; que tinha decidido construir e fazer crescer o país, tomando conta da sua produção agrícola e industrial e fazendo cultura. Um Povo que tinha decidido ser Futuro e era exemplo (e que perigoso que é o exemplo!).
Por isso e porque Kissinger não percebia porque precisava de ficar parado a ver um país tornar-se comunista devido à irresponsabilidade do seu próprio povo ("I don't see why we need to stand by and watch a country go communist due to the irresponsibility of its own people.") foi preciso acabar com aquele país que se levantava e com aquele Povo que se orgulhava de o ser.
Então fez-se um golpe militar, bombardeou-se La Moneda, assassinou-se o presidente e quantos o defendessem. Prenderam-se e torturaram-se dezenas de milhar nos dias seguintes, tranformou-se o estádio nacional em centro de detenção e tortura.
O dia 11 de Setembro de 1973 é um dia negro na História, perderam-se milhares de homens e mulheres dos melhores que o Chile tinha para oferecer ao Mundo. Salvador Allende desde logo, mas também Victor Jara e Pablo Neruda e tantos que nem chegámos a saber quem eram, já nos tinham sido roubados.
A procura do lucro sempre crescente faz isto: rouba-nos do que de mais bonito podíamos ter, ver ou fazer.
Foi isto o 11 de Setembro no Chile, a retaliação do capital contra um Povo que não queria ver-se despojado das suas riquezas por empresas multinacionais de capital estrangeiro; contra um Povo que tinha decidido que a terra era sua, o cobre também e, sobretudo, a decisão e a vida eram suas.
Por este crime hediondo ainda ninguém pagou embora os culpados sejam sobejamente conhecidos.
Não nos peçam que esqueçamos!
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14.7.13
A Optimus e a publicidade
Aqui há dias fiquei piursa quando vi na televisão o anúncio novo da Optimus (empresa do grupo SONAE).
O anúncio faz uma cronologia de acontecimentos importantes na História portuguesa e, curiosamente, em 1974(min 0:50 no vídeo) dá-se o regresso da Guerra Colonial, mas não se vê que tenha havido nenhuma revolução pelo meio.
Eu achei francamente brilhante! E mais alguém deve ter achado, porque o anúncio que aparece agora na televisão já está corrigido.
Não deixa de dar que pensar, que se tenham atrevido a pôr as garras tão de fora...
O anúncio faz uma cronologia de acontecimentos importantes na História portuguesa e, curiosamente, em 1974(min 0:50 no vídeo) dá-se o regresso da Guerra Colonial, mas não se vê que tenha havido nenhuma revolução pelo meio.
Eu achei francamente brilhante! E mais alguém deve ter achado, porque o anúncio que aparece agora na televisão já está corrigido.
Não deixa de dar que pensar, que se tenham atrevido a pôr as garras tão de fora...
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5.7.13
A privatização da RTP
No Telejornal de hoje havia uma peça que nos mostrava quão semelhantes são o Verão de 2013 e o Verão quente de 1975 (http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=664553&tm=9&layout=122&visual=61)
Eu lembro-me, assim de repente, de uma diferença considerável: em '75 não estava prevista a privatização da RTP. Eu não concordo com a privatização da RTP mas o que me ocorre depois de ver esta peça jornalística é que uma grande purga faz lá muita falta!
Alguém que compara o Companheiro Vasco Gonçalves com o sujeitonho que é agora Primeiro Ministro só merece que lhe cuspam na cara!
Eu lembro-me, assim de repente, de uma diferença considerável: em '75 não estava prevista a privatização da RTP. Eu não concordo com a privatização da RTP mas o que me ocorre depois de ver esta peça jornalística é que uma grande purga faz lá muita falta!
Alguém que compara o Companheiro Vasco Gonçalves com o sujeitonho que é agora Primeiro Ministro só merece que lhe cuspam na cara!
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15.6.13
Os professores
Eu fui à escola no tempo em que ela já era boa e ainda só começava a ser violentada.
Eu tive aulas com professores que gostavam de dar aulas e tinham tempo. Nem todos foram bons, mas tive uns quantos muito bons professores.
Por exemplo a minha professora de História do 5º ano fez-me gostar muito de História. A de Inglês do quinto ano também fez-me saber uma das línguas que me são mais úteis hoje em dia e a do 11º fez-me descobrir a literatura anglófona.
O meu professor de matemática do 7º ano fez-me sentir-me mal por ter preguiça de fazer os trabalhos de casa, mesmo quando eram muitos e estava a dar um programa mesmo fixe na televisão.
A minha professora de Português do 12º ano discutia Saramago comigo embora não fizesse parte do programa (só não conseguiu fazer-me gostar de Vergílio Ferreira, mas sisso era uma missão impossível)
A minha professora de Biologia mostrou-me o fascinante mundo das plantas e hoje sou bióloga.
Como à maioria das pessoas da minha geração, os professores foram enchendo a minha vida.
Hoje, ao encherem a Avenida da Liberdade em defesa da Escola Pública, encheram-me as medidas!
14.6.13
A pátria inteirinha na mão dos professores
No contexto da greve dos professores no dia do primeiro exame nacional deste ano várias personalidades têm vindo dizer que o futuro dos alunos, os seus sonhos e aspirações estão a ser postos em causa pelos professores grevistas, aliás pela teimosia do sindicato (a questão semântica interessa).
Parece-me isto muito curioso. Pelos vistos, se os sindicatos não tivessem convocado a greve, se os professores não aderissem a ela e os alunos pudessem fazer o exame nacional o cenário económico-social pátrio seria algo bem diferente:
A taxa de desemprego desceria para níveis nunca imaginados (nem pelas mais optimistas mentes durante o PREC).
Abririamos fábricas em barda, todas cheias de trabalhadores de justos salários e longe, muito longe da falência. Nas notícias apareceriam trabalhadores a abraçar os patrões em vez de exigirem o pagamento de salários em atraso, já de carta de despedimento na mão.
As "pastagens permanentes" do Alentejo seriam semeadas e as terras clamariam por mãos e braços e conhecimento e tecnologia.
O investimento em ciência e tecnologia aumentaria exponencialmente e descobririamos a cura para a SIDA e resolveriamos o problema do aquecimento global.
As crianças iam todas à escola de barrigas aconchegadas e corpos agasalhados.
Verdade verdadinha, se os sindicatos não tivessem convocado a greve, se os professores não aderissem a ela e os alunos pudessem fazer o exame nacional a retoma da economia era coisa certa e seriamos todos completa e genuinamente felizes!
Parece-me isto muito curioso. Pelos vistos, se os sindicatos não tivessem convocado a greve, se os professores não aderissem a ela e os alunos pudessem fazer o exame nacional o cenário económico-social pátrio seria algo bem diferente:
A taxa de desemprego desceria para níveis nunca imaginados (nem pelas mais optimistas mentes durante o PREC).
Abririamos fábricas em barda, todas cheias de trabalhadores de justos salários e longe, muito longe da falência. Nas notícias apareceriam trabalhadores a abraçar os patrões em vez de exigirem o pagamento de salários em atraso, já de carta de despedimento na mão.
As "pastagens permanentes" do Alentejo seriam semeadas e as terras clamariam por mãos e braços e conhecimento e tecnologia.
O investimento em ciência e tecnologia aumentaria exponencialmente e descobririamos a cura para a SIDA e resolveriamos o problema do aquecimento global.
As crianças iam todas à escola de barrigas aconchegadas e corpos agasalhados.
Verdade verdadinha, se os sindicatos não tivessem convocado a greve, se os professores não aderissem a ela e os alunos pudessem fazer o exame nacional a retoma da economia era coisa certa e seriamos todos completa e genuinamente felizes!
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