16.1.10

O Passeio do Raimundo

Quando, há uns meses, li a História do Cerco de Lisboa do José Saramago, fiquei com vontade de fazer o passeio do Raimundo, a personagem principal do livro, pela zona da antiga muralha moura.

Há uns dias, tendo ido a Lisboa por outros motivos, aproveitei a tarde livre para o fazer. Não tinha levado o livro de modo que, além de arranjar um mapa tinha que ir consultar o livro para ver o percurso. Arranjei um mapa no turismo, mas não tinha o nome de todas as ruas do Bairro do Castelo. Fui à Fnac do Chiado à procura do livro, mas, apesar de ter uma enorme selecção de livros do Saramago, não tinha a História do Cerco de Lisboa. Lá encontrei o livro noutra livraria e anotei o percurso que tinha que seguir. Dirigi-me à toa para o bairro do Castelo sem saber muito bem para onde, já que as ruas que eu queria encontrar não apareciam no mapa do El Corte Inglês que me tinham dado no turismo.

Parecia que ia ser uma tarefa complicada, mas deve ter havido um rearrajo astral qualquer porque, de repente, olhei para uma placa toponímica e ela dizia "Escadinhas de São Crispim"! O princípio do percurso!




Daí desci a Calçada do Correio Velho


até ao Largo de Santo António da Sé.



Continuei pela Rua da Padaria



até à Rua dos Bacalhoeiros



Encontrei o Arco das Portas do Mar,


o Arco Escuro


e o Arco da Conceição.


O Arco da Conceição estava em obras, custou-me mais a encontrar e não vi a respectiva fonte. No Arco escuro dava para um beco e o Arco da Conceição tinha um gatito simpático de cauda cortada.

Na Rua da Padaria ainda havia uma funerária e no Largo de Santo António da Sé ia a passar o eléctrico 28.

Nas Escadinhas de São Crispim não encontrei nenhum cão magro de olhos suplicantes como encontrou o Raimundo, mas encontrei isto no corrimão:

Só por isto já valia a pena o passeio!

3 comentários:

  1. Não é uma questão de saudosismo. A APU já não está, mas está a CDU, e fazem-se muitas coisas muito boas nas autarquias, na Assembleia da República, no Parlamento Europeu...

    É uma questão de postura na política e essa, felizmente, não mudou.

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  2. Que excelente reportagem!
    Obrigado, muito obrigado (para mais, sou um alfacinha de gema... embora refugiado na "minha terra", aqui na aldeia, na casa one nasceu o meu pai)

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