11.11.09

São Martinho


Pois é! Para o pobre mendigo que tinha frio não teve Deus a bondade de melhorar o tempo mas para São Martinho sim! A história de São Martinho condiciona em boa medida o dito popular de "Deus dá o frio conforme o cobertor". Este Deus é um bocado classista! A sua bondade depende da condição económica do visado! Que indecência! Mas, bem vistas as coisas, se não fosse por esse pobre diabo, não teria São Martinho sido santo nem ganho o céu! Há que ter forma de se redimir dos pecados e, se não for a caridade, que será?!

Na verdade estas queixas vêm mesmo de de certa inveja! São Martinho sem Verão, nem castanhas, nem jeropiga é muito triste!

Em 2010 desforro-me! Ai desforro, desforro!

10 de Novembro de 1979 - JCP

Encontro onde ocorreu a unificação da UJC e da UEC, dando origem às JCP em 10 de Novembro de 1979

A 10 de Novembro de 1979 formou-se a Juventude Comunista Portuguesa (JCP), da unificação da União dos Estudantes Comunistas e da União dos Jovens Comunistas.
Militei 10 anos da JCP, foi uma escola incrível, onde aprendi organização de pensamento e acção, amizade, respeito mútuo.
Ganhei uma noção muito mais forte dos indivíduos como parte de um colectivo que se quer coeso ao mesmo tempo que diversificado.
Aprendi a lidar com diferenças de formas de trabalho, e personalidades.
Ganhei capacidade de análise política, tolerância às diferenças de opinião e intolerância à desonestidade nas suas diversas formas.
Aprendi a comover-me sem perder firmeza ante as injustiças sociais.
Aprendi ofícios diversos na Brigada de Implantação da Festa do Avante!
Aprendi e maravilhei-me com a beleza da união e da camaradagem.
Ganhei patriotismo e, ao mesmo tempo, o internacionalismo típico dos comunistas.
Aprendi a pôr brio, perfeccionismo e empenho no que faço.
Cresci, formei-me e gerei as melhores amizades que tenho na Juventude Comunista Portuguesa.

A JCP cumpre um papel político importantíssimo no esclarecimento e na tomada de consciência da Juventude Portuguesa. É de um valor insubstituível na organização de juventude na luta por uma pátria e um mundo melhores. Claro que sofre da inexperiência dos seus quadros devido a serem, precisamente, jovens. Mas é viva, alegre, aguerrida, inovadora e consciente, como deve ser a Juventude!

A JCP ensinou-me a ser militante do PCP. Mas sobretudo, JCP ensinou-me a ser melhor pessoa.

Parabéns Juventude Comunista Portuguesa!

10 de Novembro de 1913


Na segunda-feira mudei de casa e, na casa nova, ainda não tenho internet. Pôr a casa habitável tomou-me, nos dois últimos dias muito tempo e não pude publicar "postas" entretanto.

Este "post" era para ter sido escrito ontem:

A 10 de Novembro de 1913 nasceu Álvaro Cunhal, conhecido sobretudo pelo seu papel na política portuguesa, onde foi um revolucionário exemplar na rectidão e na competência que devem caracterizar os comunistas e as pessoas de bem em geral, era, pelo menos em meu entender, um ser humano integral. Com actividade política, artística, literaria, dotado de humanismo, honestidade inteligência e clarividência dificilmente igualáveis.

É uma das pessoas que mais admiro (sem limitações geográficas).

4.11.09

Crucifixos e salas de aula


Na minha escola primária, como em tantas outras de idades semelhantes, havia nas salas de aulas crucifixos com o profeta dos católicos por cima do quadro negro. No Natal decorávamos a sala e, num dos anos, colocou-se uma grande estrela dourada em cima do crucifixo. Era mesmo gira e grande e tapava o crucifixo todo! Não sei quem foi, mas quem a colou teve a brilhante ideia de o fazer com cola em vez de fita-cola. Assim se acabou a cara de sofrimento atroz do Senhor pendurado lá no alto, furado, a olhar para as criancinhas que aprendiam a ler e a fazer contas. Já não era sem tempo!

Lembrei-me disto ao ler esta notícia do JN.

A notícia dá a conhecer que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos opina que:

"A presença de crucifixos nas salas de aulas nega aos pais o direito de educarem os filhos de acordo com as suas crenças religiosas."

e também informa que

"O tribunal de Estrasburgo pronunciou-se unanimemente sobre a queixa de uma cidadã italiana, Soile Lautsi, que pediu a retirada dos crucifixos das salas de aulas da escola pública onde os seus filhos, de 11 e 13 anos, estudavam."

Claro que já deu falatório! O Vaticano queixou-se, a neta do Mussolini indignou-se, etc.

Quase no fim da notícia ficamos a saber que:

"Aparentemente, só os comunistas estão satisfeitos com a decisão do tribunal, sublinhando que ela "reafirma o valor de laicismo nas escolas e do Estado como uma garantia fundamental da igualdade de direitos".

Isto explica eu gostar tanto desta decisão. Mas se eu fosse o jornalista que escreveu a peça preparar-me-ia para receber uma boa reprimenda. Afinal, onde é que já se viu chamar comunisas aos integrantes do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos?! Que ofensa sem igual!

3.11.09

Sindicalistas



O que vale é que ainda os há que não ficam, de repente, muito doutores, nem muito independentes, nem muito sociólogos do CES.

1.11.09

Día de muertos

Os mexicanos têm uma tradição de culto dos mortos que é particularmente do meu agrado. Fazem-lhes altares com ofrendas de comida e bebida nas suas casas, num ritual caseiro, familiar e interno. Não é a rumagem ao cemitério que se faz em Portugal para, uma vez por ano, os familiares vivos da aldeia nos verem arranjar a campa dos familiares falecidos. Não inclui os beijinhos hipócritas de quem quase armou uma guerra familiar aquando das partilhas, mas agora diz recordar os mortos com grande saudade.
Geralmente não gosto do culto dos mortos, acho que dificulta o sarar das feridas, mas aqui é uma tradição familiar. Celebra-se o morto como numa festa, com comida, bebida e muitos cravos túnicos nos altares. Os miúdos disfarçam-se e pedem doces cantando de porta em porta e há festa, música, dança e alegria, numa celebração dos mortos que me parece infinitamente melhor do que os olhares contristados e as vozes ao mesmo tempo chorosas e suplicantes costumeiros em Portugal.

Como este fim de semana há ponte pelo dia de finados trago à Eira a belíssima representação mexicana da morte, a Catrina. Com a voz de Eugénia León, uma criação de René Castillo, Hasta los Huesos, disfrutem:

30.10.09

Joyeux Anniversaire!



50 anos de Astérix et Obélix!

Pronto, eu sei, hoje já é dia 30, foi ontem, mas tive tantas coisas hoje que não consegui vir cá pôr isto antes da meia-noite!

É tão fixe! Estou mortinha por ler o livro novo!

27.10.09

Prioridades

Um amigo mandou-me isto por mail e eu achei boa ideia publicar aqui:

A primeira página do Público online de hoje:


À esquerda: 40 mil idosos passam fome em Portugal
À direita: 1000 milhões de euros ao BPN

De facto, é tudo uma questão de prioridades, nítidamente as do PS estão à direita.

25.10.09

Faltou a conclusão óbvia


É porque vivemos numa sociedade capitalista.