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5.5.11

Arregaçar as mangas

Ao ler no Público de ontem as principais medidas do acordo com a troika há uma sucessão ordenada de reacções.

Primeiro espanto-me (sim, eu sei, não devia, já devia estar à espera; mas espanto-me ainda que pouco, não consigo evitar), assimilo.

Depois vem uma mistura de uma grande dose de tristeza com a pontinha da faca do desespero a começar a espetar-se. E desespero porque nos vai custar tanto, a nós colectivo do povo português e a cada um de nós, enquanto pessoa individualizada e de características e história(s) irrepetíveis (por mais semelhantes que sejam). E entristeço-me porque sei que vamos demorar muito a recuperar desta estocada (aqui só nós, porque só o colectivo e em colectivo nos levantamos desta).

A seguir respiro fundo, penso que coisas piores já nos aconteceram (nós povo português, mais uma vez) e demos a volta, e construímos um país muito melhor do que alguns abutres agoiravam (e queriam) que pudéssemos conseguir. Penso também que o mais provável é que coisas piores estejam ainda para vir e que teremos que saber sobreviver-lhes.

E quase a terminar penso que isto vai dar é mesmo muito trabalho a resolver.

Por fim, organizo-me (é claro!), arregaçamos as mangas e lutamos!


E dia 5 sei bem em quem voto, é na CDU!

8.4.11

Ontem na Antena 1

Ontem de manhã, tomava o costumeiro café enquanto ouvia o noticiário da Antena 1 e fiquei valentemente surpreendida!
Ouvi, no meio de uma peça que falava sobre os efeitos da entrada do FMI em Portugal em 1976 e 1983, dizer a locutora que sendo Presidente da República Ramalho Eanes e Primeiro Ministro Mário Soares se tinham vendido 114 toneladas de ouro dos cofres do Estado português.

E eu que pensava que por essa altura já não havia ouro nos cofres do Estado! Pelo menos sempre ouvi dizer ao PS (e restantes escroques desta sociedade) que Vasco Gonçalves tinha espoliado a nação das riquezas (leia-se ouro) acumuladas! Então afinal havia? Então afinal ele não o vendeu? Então afinal foi o Mário Soares?

É muito giro ver as verdades a virem acima... e na rádio pública!
Cheira-me que também anda a apertar para aqueles lados...

11.3.11

Depois de ouvir o noticiário

Helena André vomita declarações sobre o subsídio de desemprego, Sócrates hipoteca o futuro dos portugueses e do nosso país e a União Europeia fica feliz com o esforço do governo do PS por assassinar a economia portuguesa.
De passagem as agências de rating fazem a avaliação que bem entendem , porque são empresas privadas com interesses económicos muito claros e contrários aos do nosso povo, os juros da emissão da dívida aumentam especulativamente e o FMI esfrega as mãos de contente.

22.1.10

O FMI

Segundo o DN:

"A economia portuguesa cresce apenas 0,5% este ano, após uma contracção de 2,7% em 2009; o desemprego vai chegar aos 11% da população activa, afectando 600 mil portugueses no final do ano e o défice público vai continuar a agravar-se. Para equilibrar as contas do Estado, a opção terá de passar por um aumento da taxa do IVA, "ajustamentos" nos salários públicos, com ganhos nulos até 2014, e acertos futuros nas pensões, avisa o Fundo Monetário Internacional (FMI). "

O FMI acha que a consolidação orçamental passa pela "redução da massa salarial do sector público" e das "transferências sociais" e pede a revisão do "sistema dos subsídios de desemprego".

Aconselha o "alargamento da base da tributação" e o aumento do IVA e pede que sejam "reconsiderados" os "grandes aumentos previstos para o salário mínimo".

Eu devo ser uma pessoa estranha ou não perceber mesmo nada deste tema, mas, para mim, aqui há uma grande contradição.
Eu tinha para mim que se 11% da população, 600 mil pessoas, estarão desempregadas no fim do ano, seria pelo menos humano não reduzir os subsídios de desemprego. Parece-me até que o acesso a eles devia alargar-se. Menos ainda me parece que se deva aumentar o IVA que ataca a todos por igual mas a quem dói mais é sempre a quem menos tem (que paradoxalmente também costuma ser quem mais produz).
Claro que as contas do Estado não são um assunto simples, mas parece-me que há muito por onde poupar, a começar por punir os corruptos e impedir mais desfalques e negociatas.

Mas eu não percebo nada disto e os senhores do FMI em Washington estão seguramente a zelar pelo meu bem-estar enquanto portuguesa e as suas propostas são certamente ditadas pelo grande sentido altruísta que os anima.

Agora o que de facto percebo é que 25€ de aumento no salário mínimo não é um "grande aumento". E também percebo que, não sendo um grande aumento, faz diferença no orçamento familiar ganhar 475€ em vez de 450€. Claro que os senhores do FMI não podem perceber isto porque 25€ no salário deles não é nada.

O FMI é desumano!
O FMI mete nojo!
O FMI tresanda!
O FMI que vá cagar sentenças para a p*ta que o pariu!