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21.5.14

O JN noticiou

O que eu já ando a dizer há uns anos


"Especialistas da Universidade de Coimbra defendem que a quebra da natalidade se deve a obstáculos económicos, rejeitando "o mito" de uma crise da família e da "questão motivacional".É a crise económica e a falta de dinheiro que mais pesam na decisão de não ter filhos."

Olha que grande novidade!

Sabem quem é que tem andado a apresentar propostas que valorizam o trabalho, os salários e a vida familiar? O PCP e o PEV.
Sabem quem tem votado sistematicamente contra o abaixamento dos salários, contra a nova lei das rendas, pela gratuitidade do ensino e da saúde? O PCP e o PEV.
Sabem quem tem lutado e apresentado propostas com vista ao desenvolvimento da produção nacional, do emprego e da soberania do nosso Povo e do nosso País? O PCP e o PEV.

Nem é preciso escolher entre os dois, concorrem coligados às eleições para o Parlamento Europeu do próximo Domingo. Já viram que sorte?!

Dia 25 de Maio vota CDU!



18.1.10

Cada vez há menos cegonhas

"Nunca nasceram tão poucas crianças em Portugal"

É este o título do artigo do Público que nos dá conta que nasceram em 2009 menos 4 mil crianças que em 2008.

Parece que os 200€ do nosso 1º ministro não são muito convincentes...

O senhor médico queixa-se da crise e da "desagregação completa do conceito de família" e das "actuais prioridades dos casais".

A senhora socióloga congratula-se pelas conquistas sociais que estes dados revelam.

Ora, a senhora socióloga tem razão em muito do que diz, o planemento familiar é, de facto, uma grande conquista social, no entanto o senhor médico também tem alguma razão em queixar-se da crise. Acho é que já não tem tanta em relação à "desagregação completa do conceito de família".

Eu conheço muita gente de vinte e poucos anos que quer ter filhos, mas conheço muito pouca que queira ter filhos para eles serem criados pelos avós.
Ou que os queira ter sem saber se ainda tem emprego dalí a uns mesitos.
Ou que queira ter filhos antes de ter o primeiro emprego, já que aos 28 anos ainda está a estudar aquele doutoramento que a impede de dizer "Estou desempregada".
Ou que se decida a tê-los quando faz as contas e o salário que ganha não chegaria para as fraldas.
Ou que se decida a engravidar sabendo que isso lhe custaria a renovação do contrato precário e a prazo que tem.
Ou que...

Pois é, acho que está mais ou menos clara a causa da baixa taxa de natalidade portuguesa.