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16.2.12

A Luta continua!

Porque no Terreiro do Paço éramos imensos, mas não suficientes.



Dia 22 de Março é dia de Greve Geral!

Em breve retomaremos as "Pessoas bonitas" cá na Eira. Há uma grande fila só à espera de entrar.

8.2.12

Basta! Já chega!


Sábado, no Terreiro do Paço!

21.5.11

19 de Maio no Porto

Manifestação convocada pela CGTP-IN

Grande
















Organizada
















Reivindicativa
















Bem-disposta

Animada

Grande outra vez























Abrangente

De protesto

Com alternativas

Com a intervenção política

e uma assistência (mais ou menos) atenta

E a fechar o "post", a reivindicação mais óbvia e mais válida!

A luta continua!

Dia 5 de Junho também! Leva a luta até ao voto!

Agora CDU!
(mais fotografias disponíveis aqui)

1.4.11

Queremos Trabalho, exigimos Direitos!

Mas que dia grande dia para uma jornada de luta!




Até já!

22.3.11

Imagens da Luta

Manifestação de 19 de Março, convocada pela CGTP-IN

(Desculpará o leitor que eu não tenha acesso a pontos elevados para tirar daquelas fotografias bonitas em que se nota que o mar de gente é a perder de vista, mas faz-se o que se pode).

Nas Amoreiras (concentração do sector público).


A descer a Avenida da Liberdade.

De Norte a Sul do país.


A justiça das reivindicações porque o Homem nasce para ser feliz.


Os cérebros que ainda não fugiram.


A boa disposição, porque como dizem os outros a Luta (também) é alegria.


Os tais "outros" que também lá estiveram.


As boas companhias porque também de bons encontros e conversa são feitas as manifestações e a Luta.


A Juventude porque a Luta continua!


De todos os sectores porque o ataque é generalizado.


A partir dos Restauradores e a olhar para cima

Ainda nos Restauradores e a olhar para cima.


Ainda nos Restauradores mas a olhar para Sul.

Como é visível, foi uma grande jornada de luta!
Por isso, pela Primavera a chegar e pelas boas companhias, foi também um grande e belo dia!

(Restantes fotografias aqui)

13.3.11

Aos que ontem protestaram pela 1ª vez

Bem-vindos! Espero vê-los por cá muito mais vezes de agora em diante!

Para outro protesto apartidário, laico e pacífico,
temos encontro marcado para Sábado!



12.3.11

Da indignação ao protesto, do protesto à luta organizada

O protesto marcado através Facebook para 12 de Março gera-me sentimentos contraditórios.
Se por um lado entendo que é justa a indignação de tantos desempregados e trabalhadores precários e mal pagos com a situação actual, acho também que o conteúdo do "manifesto" que apresentam os "organizadores" é, no mínimo absurdo.
Numa enumeração de afectados que compõem a "geração à rasca" deixam de fora uma boa parte da massa de trabalhadores do nosso país, também com enormes motivos para protestar. Só o facto de lhe chamarem "geração à rasca" pressupõe uma separação, à partida, desta geração "jovem" das restantes gerações, em muitos (cada vez mais) casos em situação precária também.

Ao olhar para este dois parágrafos do "Manifesto"

"Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza - políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.
"

a primeira coisa que penso é um valente "fala por ti que eu cá não compactuei com nada, bem pelo contrário". Mas ultrapassando esse desagrado a possibilidade de que empregadores e trabalhadores "actuem em conjunto" é uma coisa perfeitamente sem cabimento. Nem sequer chega a ser uma utopia porque estamos a falar de duas classes sociais antagónicas com interesses irreconciliáveis!
Pôr a hipótese de que a Sonae ou o grupo Jerónimo Martins actuem em conjunto com os trabalhadores para acabar com a precariedade e os baixos salários é digo de um programa de comédia!

Diz-se sistematicamente que foi o Facebook que possibilitou/provocou toda esta publicidade, esta adesão das pessoas à iniciativa marcada para dia 12 de Março, que as redes sociais na internet são um acoisa incrível e que através delas até se podem convocar manifestações. Não tenhamos ilusões, se a adesão das pessoas vem da sua justa indignação e do seu natural desespero com a sua falta de perspectivas; a publicidade maior, que deu a este protesto dimensão verdadeiramente nacional e o fez sair dos zeros e uns a que estava limitado foi a intervenção da televisão e dos jornais.
Há bem mais de uma semana que não há telejornal que não tenha uma peça sobre o fenómeno da geração à rasca. Começa com os Deolinda, atirando para a ribalta a pior canção do grupo e continua neste movimento pseudo-espontâneo iniciado pela internet.

Eu não acredito na espontaneidade das movimentações sociais. Não acredito que sejam espontâneas e não creio que uma manifestação convocada por um pequeno grupo de pessoas, não organizadas para manterem o protesto para além de uma iniciativa tenha consequências reais. Não acredito que um protesto sem caderno reivindicativo leve a conquistas sociais.

Claramente não sou a única, porque todos sabemos que não é aos precários que serve o Público que tanto tem acarinhado este protesto. Os grandes senhores da nossa economia acreditam tanto nessa espontaneidade como eu, por isso lhe querem dar tanta visibilidade agora.
Mais! Os nossos governantes acreditam tanto na consequência deste protesto que ainda hoje anunciaram mais um PEC (de tão preocupados que estão).

Eu acredito que os trabalhadores precários merecem um vínculo laboral estável, um salário digno e um horário que lhes permita ter vida familiar. 
Eu acredito que é protestando, na rua que se conseguem conquistas sociais.
Eu acredito que é organizados que venceremos.

Sobretudo, eu acredito que na sua grande maioria as pessoas que irão amanhã engrossar o protesto dos "quinhenteuristas" são pessoas bem intencionadas, com diminutas perspectivas de vida e uma grande e muito justa indignação que lhes custa direccionar. Custa direccionar porque passam o tempo a ouvir dizer que "os partidos isto" (como se fossem todos iguais) e "os sindicatos aquilo" (mais um avez, como se fossem todos iguais), que são coisas que dão tanto jeito ao Capital, que sabe que somos muitos e que organizados somos fortes (mais do que o Capital).

É por achar que quem irá , irá a clamar por justiça que eu vou também, mas é por saber que dia 12 não basta que também estarei dia 19 na manifestação convocada pela CGPT e estarei em todas as outras!
Porque se não compactuei, não é agora que vou começar e desafio todos os que forem dia 12 a fazerem como eu e organizarem-se.

A Luta Continua!

29.5.10

Compensação

Isto de apelar à participação numa manifestação à qual não vou é complicado.


Não posso dizer
"Demasiados  nunca seremos"

nem
"Mesmo que estejamos todos seremos poucos"

nem
"Quantos mais formos mais força teremos"

Enfim, não posso usar a primeira pessoa do plural, tão bonita, de que gosto tanto, tão colectiva, tão integradora, tão carregada de sentimento de pertença e união.

Os argumentos estarão na terceira pessoa, essa tão impessoal (ainda que se chame pessoa), tão distante, tão marginalizante, tão dos "outros", tão desagradável.

Sobra-me um argumento, o único que me parece lógico:

"Eu queria mesmo ir, eu tinha que ir portanto, para tentar compensar, todos os outros do "nós" em que me insiro têm que ir e têm que gritar mais um bocadinho e um bocadinho mais alto do que gritariam."

Claro que este esforço de compensação está condenado ao fracasso desde o princípio porque se fossem todos e eu também, se fossemos todos, a minha seria mais uma voz que lá estaria. Talvez não se notasse muito na multidão, mas era melhor que o muito que se nota que não está lá cada voz que falta.

Quem vai à manifestação trava a batalha para todos, para um colectivo. As vitórias que alcance serão de todos, mesmo dos que não levantaram o rabo do sofá. Mas se sair derrotado a culpa é exclusivamente de quem ficou no sofá.


 Amanhã às 15h todos à Manifestação!

Do Marquês aos Restauradores.



28.5.10

Luta!

Amanhã, sem falta!

26.5.10

Governos e govern(ad)os

É mesmo, há governos que nos governam e outros que se governam:

A 6 de Outubro de 1975 o 1º ministroVasco Gonçalves pedia "Um dia de trabalho para a Nação" e o povo respondia produzindo um resultado financeiro de 13000 contos.

A 25 de Maio de 2010 a ministra do trabalho Helena André, respondendo à possibilidade de uma greve geral convocada pela CGTP, diz que a situação é difícil no país, que é preciso “que todos possam dar as mãos para podermos ultrapassar esta dificuldade”; que “precisamos do empenho de todos os portugueses”.

Em nenhum dos casos a culpa da crise é atribuível aos trabalhadores. Mas há uma grande diferença: no primeiro caso o governo não tinha culpas no cartório e não sacudia a água do capote para cima de ninguém!

(o João Abel Manta é um sinhore!)

14.5.10

Mas que merda é esta?!

(Desculpem-me a linguagem os mais sensíveis, mas foi mesmo espontâneo)

Nos últimos dias andei com a mente ocupada (não distraída), não com o Benfica, nem com a nazi, perdão, papal visita, mas sim com a minha tese e respectiva entrega preliminar. Isto fez com que hoje tivesse as notícias a chegarem-me em catadupa gerando a reacção que serve de título a este post.
A 1ª foi de que a
Comissão Europeia quer aprovar orçamentos nacionais antes dos parlamentos.

Não em ofende que tenha sido um português a dizê-lo. Já me habituei a que indivíduos da laia de Durão Barroso sempre serviram e sevirão interesses que nada têm a ver com o país em que nasceram.

Como se não bastasse o ataque explícito à soberania nacional ainda soube que
PPD-PSD y PS estão de acordo na subida do IVA num ponto: para 21%, para 6% nos bens essenciais e 13% na restauração e na implementação de uma taxa suplementar no IRC de 2,5% sobre os lucros para as grandes empresas e a banca.
Claro! A comida pode ter 6% de IVA, mas os lucros da grandes empresas (coitadinhas) e da banca (mais coitadinha ainda) tributam-se a 2,5%...

Só porque acho que de palavrões bastou o título é que não escrevo o que me veio à cabeça! Mas uma coisa posso dizer (ou re-dizer e sem perigo de difamação) PS e PPD-PSD são um bando de canalhas mentirosos!

Na função pública, se a situação já era má a novidade é ainda pior! Se já estávamos num processo de diminuir o nº de funcionário público para metade agora da função pública só se sai. As admissões estão congeladas e o congelamento durará "enquanto for necessário", excepto quando o sr. ministro Teixeira dos Santos achar que há fundamento.
Argh! Devia saber que preciso de receber estas notícias devagarinho, para não me irritar ao ponto de poder arranjar um aneurisma...

Agora a parte mais importante: como começar a solucionar isto? A resposta óbvia é votar melhor nas próximas eleições, mas, numa perspectiva mais imediata, é esta: