Porque não há-de pesar na minha consciência
- a falta de reconhecimento do meu trabalho e da minha competência;
- a precariedade do meu trabalho;
- a exploração do nosso povo;
- a destruição do aparelho produtivo português (ou o que resta dele);
- o desmantelamento das empresas públicas de transportes;
- o empobrecimento generalizado da população;
- o roubo nos salários e nas pensões;
- a privatização do serviço nacional de saúde;
e tantas coisas mais que estes sacanas (para não lhes chamar oura coisa) andam a fazer que nem cabem cá todas é que eu vou no Sábado vamos ao Terreiro do Paço.
Para pôr o Passos (e companhia) na linha.
Como o Samuel diz que quem cala consente cá em Coimbra dizemos que não nos calam!
E Sábado havemos de o dizer (e gritar bem alto) no Terreiro do Paço juntamente com muito Povo!
Todos à manif!
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8.2.12
1.4.11
Queremos Trabalho, exigimos Direitos!
Mas que dia grande dia para uma jornada de luta!
Até já!
Até já!
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30.3.11
22.3.11
Imagens da Luta
Manifestação de 19 de Março, convocada pela CGTP-IN
(Desculpará o leitor que eu não tenha acesso a pontos elevados para tirar daquelas fotografias bonitas em que se nota que o mar de gente é a perder de vista, mas faz-se o que se pode).
Nas Amoreiras (concentração do sector público).
A descer a Avenida da Liberdade.
De Norte a Sul do país.
A justiça das reivindicações porque o Homem nasce para ser feliz.
Os cérebros que ainda não fugiram.
A boa disposição, porque como dizem os outros a Luta (também) é alegria.
Os tais "outros" que também lá estiveram.
As boas companhias porque também de bons encontros e conversa são feitas as manifestações e a Luta.
A Juventude porque a Luta continua!
De todos os sectores porque o ataque é generalizado.
A partir dos Restauradores e a olhar para cima
Ainda nos Restauradores e a olhar para cima.
Ainda nos Restauradores mas a olhar para Sul.
Como é visível, foi uma grande jornada de luta!
Por isso, pela Primavera a chegar e pelas boas companhias, foi também um grande e belo dia!
(Restantes fotografias aqui)
(Desculpará o leitor que eu não tenha acesso a pontos elevados para tirar daquelas fotografias bonitas em que se nota que o mar de gente é a perder de vista, mas faz-se o que se pode).
Nas Amoreiras (concentração do sector público).
A descer a Avenida da Liberdade.
De Norte a Sul do país.
A justiça das reivindicações porque o Homem nasce para ser feliz.
Os cérebros que ainda não fugiram.
A boa disposição, porque como dizem os outros a Luta (também) é alegria.
Os tais "outros" que também lá estiveram.
As boas companhias porque também de bons encontros e conversa são feitas as manifestações e a Luta.
A Juventude porque a Luta continua!
De todos os sectores porque o ataque é generalizado.
A partir dos Restauradores e a olhar para cima
Ainda nos Restauradores e a olhar para cima.
Ainda nos Restauradores mas a olhar para Sul.
Como é visível, foi uma grande jornada de luta!
Por isso, pela Primavera a chegar e pelas boas companhias, foi também um grande e belo dia!
(Restantes fotografias aqui)
13.3.11
Aos que ontem protestaram pela 1ª vez
Bem-vindos! Espero vê-los por cá muito mais vezes de agora em diante!
Para outro protesto apartidário, laico e pacífico,
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21.11.10
Pequenas delícias da nossa Constituição #3
"Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos."
Constituição da República Portuguesa, Ponto 2, Artigo 7º (Relações Internacionais)
Porque cheguei há umas horas da manifestação pela Paz e contra a NATO em Lisboa a delícia da Constituição é sobre as relações internacionais.
Foi uma grande manifestação, de bem mais do que as 8 mil pessoas que diz o Público.
Foi o que tinha que ser, uma marcha pacífica pela paz e contra a NATO. Foi ordeira e reivindicativa ao mesmo tempo e apagada da rádio e dos telejornais pelo grupelho de arruaceiros que lá ficou no final.
Como sempre cada um cumpriu o seu papel, o meu foi em defesa da Paz.
Constituição da República Portuguesa, Ponto 2, Artigo 7º (Relações Internacionais)
Porque cheguei há umas horas da manifestação pela Paz e contra a NATO em Lisboa a delícia da Constituição é sobre as relações internacionais.
Foi uma grande manifestação, de bem mais do que as 8 mil pessoas que diz o Público.
Foi o que tinha que ser, uma marcha pacífica pela paz e contra a NATO. Foi ordeira e reivindicativa ao mesmo tempo e apagada da rádio e dos telejornais pelo grupelho de arruaceiros que lá ficou no final.
Como sempre cada um cumpriu o seu papel, o meu foi em defesa da Paz.
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30.9.10
Os apertões
Ontem fui ao Porto, à manifestação organizada pela CGTP.
Foi bom ir ao Porto, a manifestação correu bem, estava muita gente. Iamos bem dispostos, gritávamos palavras de ordem, conversávamos com os amigos que já não víamos há muito. Tirei fotografias (depois ponho cá), encontrei caras conhecidas no SPRC, apanhei os trabalhadores da Brisa em luta contra as máquinas automáticas, os dos CTT que não querem que a mais-valiam a geram encha o bolso de algum privado, enfim, muitos.
Cheguei a casa pouco depois das 20h, a tempo de ver as manifestação no noticiário, pensava eu, mas o que vi foi que as manifestações não chegaram.
Vi os anúncios das medidas de austeridade a serem aprovadas na AR como Orçamento de Estado (OE).
Vi que já nem se fala em congelar salários, são mesmo reduções salariais para a administração pública, já a sairem do forno, fresquinhas, prontas a aplicar.
Vi que o IVA aumentará outra vez, como se não tivesse aumentado há três meses.
Vi a mentira, porque nenhuma medida das anunciadas combate a recessão financeira ou gera emprego, pelo contrário. As medidas anunciadas diminuem o poder de compra, provocam o colapso das pequenas e médias empresas, que dependem do mercado interno e assim geram desemprego, que diminui o poder de compra (estão a ver onde isto vai, não estão?).
Já não se trata de apertar os cintos, aos trabalhadores portugueses o Governo (e os compinchas que viabilizarão o OE) tentam agora apertar os pescoços.
Agora é preciso é não deixar. É preciso é resistir e Lutar!
Foi bom ir ao Porto, a manifestação correu bem, estava muita gente. Iamos bem dispostos, gritávamos palavras de ordem, conversávamos com os amigos que já não víamos há muito. Tirei fotografias (depois ponho cá), encontrei caras conhecidas no SPRC, apanhei os trabalhadores da Brisa em luta contra as máquinas automáticas, os dos CTT que não querem que a mais-valiam a geram encha o bolso de algum privado, enfim, muitos.
Cheguei a casa pouco depois das 20h, a tempo de ver as manifestação no noticiário, pensava eu, mas o que vi foi que as manifestações não chegaram.
Vi os anúncios das medidas de austeridade a serem aprovadas na AR como Orçamento de Estado (OE).
Vi que já nem se fala em congelar salários, são mesmo reduções salariais para a administração pública, já a sairem do forno, fresquinhas, prontas a aplicar.
Vi que o IVA aumentará outra vez, como se não tivesse aumentado há três meses.
Vi a mentira, porque nenhuma medida das anunciadas combate a recessão financeira ou gera emprego, pelo contrário. As medidas anunciadas diminuem o poder de compra, provocam o colapso das pequenas e médias empresas, que dependem do mercado interno e assim geram desemprego, que diminui o poder de compra (estão a ver onde isto vai, não estão?).
Já não se trata de apertar os cintos, aos trabalhadores portugueses o Governo (e os compinchas que viabilizarão o OE) tentam agora apertar os pescoços.
Agora é preciso é não deixar. É preciso é resistir e Lutar!
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29.5.10
Compensação
Isto de apelar à participação numa manifestação à qual não vou é complicado.
Não posso dizer
"Demasiados nunca seremos"
nem
"Mesmo que estejamos todos seremos poucos"
nem
"Quantos mais formos mais força teremos"
Enfim, não posso usar a primeira pessoa do plural, tão bonita, de que gosto tanto, tão colectiva, tão integradora, tão carregada de sentimento de pertença e união.
Os argumentos estarão na terceira pessoa, essa tão impessoal (ainda que se chame pessoa), tão distante, tão marginalizante, tão dos "outros", tão desagradável.
Sobra-me um argumento, o único que me parece lógico:
"Eu queria mesmo ir, eu tinha que ir portanto, para tentar compensar, todos os outros do "nós" em que me insiro têm que ir e têm que gritar mais um bocadinho e um bocadinho mais alto do que gritariam."
Claro que este esforço de compensação está condenado ao fracasso desde o princípio porque se fossem todos e eu também, se fossemos todos, a minha seria mais uma voz que lá estaria. Talvez não se notasse muito na multidão, mas era melhor que o muito que se nota que não está lá cada voz que falta.
Quem vai à manifestação trava a batalha para todos, para um colectivo. As vitórias que alcance serão de todos, mesmo dos que não levantaram o rabo do sofá. Mas se sair derrotado a culpa é exclusivamente de quem ficou no sofá.
"Demasiados nunca seremos"
nem
"Mesmo que estejamos todos seremos poucos"
nem
"Quantos mais formos mais força teremos"
Enfim, não posso usar a primeira pessoa do plural, tão bonita, de que gosto tanto, tão colectiva, tão integradora, tão carregada de sentimento de pertença e união.
Os argumentos estarão na terceira pessoa, essa tão impessoal (ainda que se chame pessoa), tão distante, tão marginalizante, tão dos "outros", tão desagradável.
Sobra-me um argumento, o único que me parece lógico:
"Eu queria mesmo ir, eu tinha que ir portanto, para tentar compensar, todos os outros do "nós" em que me insiro têm que ir e têm que gritar mais um bocadinho e um bocadinho mais alto do que gritariam."
Claro que este esforço de compensação está condenado ao fracasso desde o princípio porque se fossem todos e eu também, se fossemos todos, a minha seria mais uma voz que lá estaria. Talvez não se notasse muito na multidão, mas era melhor que o muito que se nota que não está lá cada voz que falta.
Quem vai à manifestação trava a batalha para todos, para um colectivo. As vitórias que alcance serão de todos, mesmo dos que não levantaram o rabo do sofá. Mas se sair derrotado a culpa é exclusivamente de quem ficou no sofá.
Amanhã às 15h todos à Manifestação!
Do Marquês aos Restauradores.
28.5.10
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