
Na minha escola primária, como em tantas outras de idades semelhantes, havia nas salas de aulas crucifixos com o profeta dos católicos por cima do quadro negro. No Natal decorávamos a sala e, num dos anos, colocou-se uma grande estrela dourada em cima do crucifixo. Era mesmo gira e grande e tapava o crucifixo todo! Não sei quem foi, mas quem a colou teve a brilhante ideia de o fazer com cola em vez de fita-cola. Assim se acabou a cara de sofrimento atroz do Senhor pendurado lá no alto, furado, a olhar para as criancinhas que aprendiam a ler e a fazer contas. Já não era sem tempo!
Lembrei-me disto ao ler esta notícia do JN.
A notícia dá a conhecer que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos opina que:
"A presença de crucifixos nas salas de aulas nega aos pais o direito de educarem os filhos de acordo com as suas crenças religiosas."
e também informa que
"O tribunal de Estrasburgo pronunciou-se unanimemente sobre a queixa de uma cidadã italiana, Soile Lautsi, que pediu a retirada dos crucifixos das salas de aulas da escola pública onde os seus filhos, de 11 e 13 anos, estudavam."
Claro que já deu falatório! O Vaticano queixou-se, a neta do Mussolini indignou-se, etc.
Quase no fim da notícia ficamos a saber que:
"Aparentemente, só os comunistas estão satisfeitos com a decisão do tribunal, sublinhando que ela "reafirma o valor de laicismo nas escolas e do Estado como uma garantia fundamental da igualdade de direitos".
Isto explica eu gostar tanto desta decisão. Mas se eu fosse o jornalista que escreveu a peça preparar-me-ia para receber uma boa reprimenda. Afinal, onde é que já se viu chamar comunisas aos integrantes do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos?! Que ofensa sem igual!
Boa malha! :-)
ResponderExcluirAbreijo.
E o berlusconi já veio dizer que não aceita a decisão do tribunal. Ou seja, nada de novo. Nunca se regeu por leis, não era agora que ia começar...
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