
A Autoridade Palestiniana solicitou à União Europeia um apoio explícito ao reconhecimento de um estado palestiniano independente com Jerusalém como capital.
A resposta da presidência da UE (Suécia) não podia ser mais hipócrita nem lamber mais as botas ao imperialismo internacional.
A justa reivindicação do povo palestiniano à auto-determinação e independência, a afirmação do seu direito a deixar de ser colónia recebeu como resposta o seguinte insulto da boca de Carl Bildt, ministro dos negócios estrangeiros sueco:
“Não me parece que tenhamos chegado já a essa fase”
"Gostava que estivéssemos em posição de reconhecer a existência de um Estado palestiniano mas antes de mais é preciso que exista um Estado palestiniano, por isso [o pedido] parece-me um pouco prematuro"
Pois é, apertar os calos ao protegido dos EUA é difícil, muito difícil! Sobretudo para uma organização que de democrática só tem a fachada como a UE!
A pergunta que fica é se a opressão colonialista, o assassinato de civis, viver num permanente cenário de guerra e em campos de refugiados que há muito deixaram de ter carácter provisório são as incubadoras sociais que levarão à maturidade que a UE exige para reconhecer a Palestina como Estado independente.
Deve haver uma maneira de comentar o dito do cavalheiro (e dos comparsas) de forma educada. Não me ocorre nenhuma.
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